7 práticas que podem literalmente salvar a sua pele

Há um tempo atrás, falamos por aqui de boas práticas para motoristas de carros. Agora, caros leitores, chegou a hora de falar das tão queridas motos.

Principalmente nas grandes cidades, as motos são sinônimo de praticidade — em média, as motos fazem o mesmo trajeto que os carros em um terço do tempo — além de serem uma alternativa econômica e divertida.

Muitos motociclistas usam a moto no dia-a-dia para fugir do trânsito e nos finais de semana para o lazer, fazendo passeios e viagens. Seja por economia, por praticidade ou por paixão as motos são veículos merecem — e demandam — total atenção de seu condutor. 

Listamos abaixo 7 dicas que servem para todos os motociclistas: desde aqueles que acabaram de ganhar o “A” na sua CNH, passando pelos que já pilotam há tempos e até mesmo para quem teve moto no passado e agora está de volta ao mundo das duas rodas.  

1. Fazer um curso de pilotagem.

Quem me acompanha aqui no PapodeHomem já deve estar cansado de ler este conselho, porém nunca é demais lembrar:  Faça um curso de pilotagem!

A chamada auto moto escola ensina apenas como passar no exame de habilitação, aprender a dominar uma moto com técnica e eficácia requer muito mais. É preciso saber, por exemplo, como ter maior controle na moto em baixa velocidade.

Um curso também vai te ajudar a conhecer melhor o veículo que está usando, aprender a frear corretamente e escapar de situações de risco. Até mesmo o posicionamento correto do corpo na moto vai te trazer mais segurança e te cansar menos.

Se antigamente os cursos eram caríssimos e exclusivos para motos esportivas, hoje em dia estão muito mais acessíveis, atendendo a diverso gostos e bolsos. Tem curso até para Scooter!

2. Invista em equipamentos de proteção.

A luva é um equipamento essencial que muitas vezes é deixado de lado. Foto de David C. Baptiste.

Esse é o conselho que eu mais vejo ser deixado de lado pela maioria dos motociclistas. Não basta apenas comprar a moto, um capacete e sair para andar de chinelo e regata (fora que muitas vezes nem afivelado o capacete está.do corretamente). É preciso ter e usar todos os acessórios de segurança. 

Não é preciso comprar os modelos caros, porém escolha os que ofereçam proteção adequada. Ao comprar uma moto é preciso ter em mente que este é um custo necessário para sua segurança.

Em uma viagem, por exemplo, nunca deixe de levar a capa de chuva. Na cidade, não pilote sem luvas, botas e jaqueta. Ah, e não é porque você está de scooter, ou numa moto de baixa cilindrada, que precisa se proteger menos. Um acidente a 60km/h pode machucar demais, independente do veículo.

Se você já caiu de bicicleta sabe que nosso instinto é colocar as mãos no chão, não é? Agora imagine cair no asfalto quente sem luvas?! Só uma diária no hospital já sai mais caro que todos estes equipamentos que citei. 

3. Não esqueça a manutenção básica!

Sua corrente já viu óleo alguma vez?

Por ter muitas partes móveis expostas, em teoria, seria muito mais fácil dar manutenção na moto. Porém, no dia-a-dia, é muito comum ver motos soltando fumaça, com escapamento furado, corrente sem qualquer tipo de lubrificação, lâmpadas queimadas e afins.

Manter seu veículo em ordem também faz parte da segurança. Uma corrente quebrada no motor do carro pode ser apenas o final do seu passeio, numa moto, pode ser você indo direto pro chão. Além disso, a manutenção — seja uma troca de pneu ou de óleo — é comparativamente mais barata.

4. Ajuste os comandos para você

Já ajustou seu manete?

A primeira coisa que faço ao entrar num carro novo é ajustar o banco, espelhos e afivelar o cinto. Ao comprar uma moto nova também é preciso fazer ajustes.

A posição dos espelhos, manetes, guidão e pedais pode ser ajustada para cada pessoa. Pouca gente sabe, mas muitas concessionárias fazem esses ajustes gratuitamente. O manete de freio por exemplo deve seguir uma linha reta com seu antebraço para uma frenagem mais segura e eficiente.

5. Não seja tão acelerado.

Corredor não é feito para andar a 90 km/h!

A moto apresenta uma liberdade inigualável no trânsito. Seja pela possibilidade de andar no corredor quando o trânsito para, ou mesmo pela facilidade de realizar ultrapassagens.

Em uma grande cidade como São Paulo um mesmo trajeto de carro é feito em um terço do tempo como uma motocicleta. Mesmo com toda essa vantagem ainda existem muitos abusos: motos atravessando no sinal vermelho, subindo em calçadas e circulando em altas velocidades em meio ao trânsito parado.

Toda essa pressa se torna quase uma roleta russa. E não vale a pena, de forma alguma. Você já está ganhando muito tempo só de não estar parado no trânsito, então, tenha paciência e calma. Se no corretor aparecer um apressadinho, apenas abra e dê passagem.

6. Imagine que você é completamente invisível  

Ser invisível nem sempre é bom. Foto por Alessandro Ranica.

Você sempre sonhou em ser invisível? É simples compre uma moto e saia no trânsito!

Pelo fato de ter uma área frontal diminuta, as motos são veículos que facilmente não são vistos. Muitos carros e caminhões tem enormes pontos não cobertos pelos espelhos, chamados de ponto cego. A melhor forma de se precaver é sempre pressupor que o motorista não te viu.

Fique muito atento, principalmente agora em que o uso do celular no trânsito está com números mais alarmantes que nunca.

Muitos dos equipamentos de moto são pretos mas, para aumentar o quanto te enxergam, procure sempre opções mais claras e coloridas. Hoje em dia já é possível encontrar capacetes no padrão de alta visibilidade —o famoso marca texto — além de faixas refletivas, que também são de grande valia (principalmente na pilotagem noturna). 

7. Olhe sempre para onde você quer ir

Olhe! E a moto o seguirá.

Essa é uma das primeiras porém mais importantes lições que os cursos de pilotagem ensinam. Não olhe para onde você está, mas, sim, para onde quer ir. Existem dezenas de vídeos de acidentes em que, no meio de uma curva, o motociclista olha para um buraco e vai diretamente em direção a ele, caindo em seguida.

Veja neste vídeo, por exemplo: o motociclista abre um pouco demais a curva e passa a olhar no muro branco, chegando cada vez mais e mais perto. Ele literalmente trava o seu olhar no muro e vai em direção a ele. Isso, em inglês, é chamado de ‘target fixation’ (fixação no alvo). 

Devemos sempre olhar para onde vamos desviar, ou seja, para onde gostaríamos de direcionar a moto. No caso do vídeo, o correto seria olhar para a parte interna da curva e assim fechar a trajetória da moto. Nosso corpo instintivamente quer sempre nos levar para onde estamos olhando.  

E você, leitor, anda de moto? Já passou por alguma situação de risco? Ou então, conhece alguém que faria bom uso dessas dicas? Indique este texto para seu amigo que tem moto — te garanto que vai fazer a diferença — e, como sempre, nos vemos nos comentários!

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