Enfim, você conseguiu! Sua primeira moto está bem na sua frente e agora começará o convívio que, nos seus planos, será maravilhoso.

Para que isso realmente seja verdade é importante seguir algumas regrinhas bem básicas. Seguidas à risca elas garantirão que estes primeiros momentos não sejam traumáticos no mais amplo sentido da palavra. Vamos lá…

Por mais que você se ache talentoso (ou talentosa!), que tenha recebido elogios do instrutor da moto-escola e que passado de cara no exame para obtenção da CNH, lembre que apenas a experiência – quilômetros rodados – fará de você um (ou uma) motociclista de verdade, capaz de encarar as mais diversas situações. A receita ideal é começar praticando em um local tranquilo, com pouco ou nenhum movimento. Estacionamentos vazios são ideais assim como pátios ou ruas largas sem tráfego intenso. O objetivo é adquirir alguma intimidade com os comandos da moto, treinar a importante coordenação entre mãos, que comandam guidão, acelerador, embreagem e freio dianteiro e pés, encarregados do câmbio e freio traseiro. Quando estiver razoavelmente seguro, progrida gradualmente: vá à ruas mais tranquilas, depois às mais movimentadas, avenidas e, por fim, vias expressas e rodovias. Quanto mais gradual, melhor. Não tenha pressa de ganhar o mundo pois de moto ele já é seu!

FREIE CERTO.

Nesses primeiros quilômetros “sentir” como cada comando reage é fundamental. Entre todos eles, os mais importantes são os que atuam na frenagem. Possivelmente você já deve ter ouvido que o freio principal de uma motocicleta é o traseiro e isso é ERRADO. A verdade é exatamente oposta, ou seja, será sempre o freio dianteiro o responsável em maior grau por uma desaceleração consistente, cabendo ao freio traseiro uma espécie de papel coadjuvante, na proporção de 70% da força para o dianteiro e 30% no traseiro.

EQUIPADO, SEMPRE.

Capacete, luvas, jaqueta e calça com proteção nas articulações e bota que ao menos cubra seus tornozelos: esse é o modelito padrão de todo o bom motociclista. A escolha destes equipamentos deve levar em consideração não apenas fatores estéticos mas de adequação ao clima e conforto. Um capacete bonitão nem sempre é o melhor, e por melhor entenda um que se ajuste de forma exata a sua cebeça, sem pressão desconfortável, mas principalmente sem folga. E quanto ao resto do equipamento, há no mercado uma extensa oferta de trajes específicos para motociclistas, e a escolha deve ter com critério a sábia parceria entre conforto e proteção.

Pratique.. pratique e pratique!! 😜
Se for pilotar, pilote equipado, fique esperto com os idiotas dirigindo bêbado, teclando ao celular e com a bandidagem que surge dos esgotos como barata.
Boas curvas.

Celso Côrtes Steel Goose 

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