Minha primeira moto: um guia completo para quem está entrando no mundo das duas rodas

A professora de educação infantil Ana Beatriz Santos Ribeiro, de 31 anos, sempre gostou de motos. Só tinha, porém, habilitação para dirigir automóveis, por imaginar que um carro seria suficiente para sua rotina. Há pouco tempo, ela resolveu mudar para as duas rodas, movida pela necessidade de rapidez e facilidade no trânsito. Já passou pelas aulas exigidas e agora, perto de fazer a prova para concluir o processo, já pensa em qual será sua primeira moto e nos critérios a seguir.

— Faço questão de uma moto econômica e que atenda ao meu biotipo (1,64m de altura). Também quero que seja relativamente nova, para evitar problemas mecânicos, que tenha bom preço e, conversando com amigos, descobri que é melhor que tenha freios com ABS, por segurança — enumera ela.

“Tia Bia”, como é chamada por seus alunos, representa bem um enorme contigente de motociclistas estreantes. As vendas de motos estão aquecidas e, segundo Rogerio Norato, vendedor da concessionária Yamaha Distac, a “migração” para o mundo das duas rodas é notável.

Fausto Macieira defende o uso das trails mesmo no âmbito urbano: mais robustas e macias
Fausto Macieira defende o uso das trails mesmo no âmbito urbano: mais robustas e macias Foto: Divulgação

— Atualmente, cerca de 70% das vendas são feitas para pessoas que estão comprando sua primeira moto — afirma Norato.

Mas comprar a primeira moto não é tão fácil. Os motociclistas de primeira viagem — principalmente aqueles que nada tinham a ver com motos antes de resolver entrar nesse mundo — têm à disposição muitos modelos, o que pode causar indecisão e levar a descobertas jamais imaginadas.

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A emoção fala

A compra de uma moto, especialmente a primeira, é quase sempre emocional — movida por critérios como beleza e potência. Mas também deve ser regida pelo bom senso e pela sensatez.

Comprar o modelo mais adequado ao biotipo, às capacidades sensoriais do piloto e ao uso que o veículo terá vai resultar em uma convivência melhor não só com a própria moto, mas também com o trânsito. Isso se traduz em mais conforto, segurança e diversão.

— Considere o uso pretendido, o percurso, o custo, a exposição a riscos, a ergonomia e os objetivos. Motos com motores de até 250cm³ resolvem a questão de mobilidade com economia de recursos e de consumo — resume Fausto Maciera, ex-campeão carioca de motocross, comentarista do Mundial de Motovelocidade e editor de motociclismo do SporTV, além de usuário diário de motos no Rio.

Eduardo Azeredo destaca que a posição do piloto na moto é fundamental para a segurança
Eduardo Azeredo destaca que a posição do piloto na moto é fundamental para a segurança Foto: Divulgação

Moto ou scooter? Cada tipo tem suas vantagens e desvantagens

Conforto, proteção, desempenho e praticidade são alguns dos critérios a serem levados em conta na hora de escolher o veículo de duas rodas ideal para cada piloto

Moto ou scooter? Essa é uma dúvida frequente. E a resposta está em alguns critérios. Você quer passar marcha ou quer apenas acelerar e frear? Quer alguma proteção (ainda que mínima) na chuva ou não se incomoda de vestir capa e botas em dias molhados? Deseja apenas mobilidade urbana ou, também, um desempenho mais arisco? Vai andar com ou sem garupa a maior parte do tempo? É preciso analisar isso tudo.

Nosso conselho é: se você quer ter pouco trabalho na pilotagem, pôr capa apenas em caso de chuva mais forte, ter boa agilidade no trânsito pesado e só vai levar garupa eventualmente, escolha um scooter. Do contrário, opte por uma motocicleta.

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Se for scooter

As principais vantagens do scooter são a posição de pilotagem sentadinha (que inclusive permite às mulheres usar saias e calçados mais abertos), o conforto dos modelos mais sofisticados — alguns têm até para-brisa e entrada USB para gadgets —, a pilotagem facilitada pela ausência da embreagem, a praticidade de se guardar capacete e outros objetos sob o banco, os porta-trecos e a alcinha porta-sacolas no escudo dianteiro, o baixo peso e o reduzido consumo de combustível.

As principais desvantagens são as suspensões frequentemente duras, as rodas com aros pequenos e vulneráveis a buracos, o eterno ruído de transmissão “patinando” e a versatilidade menor que as das motos, já que são veículos de natureza urbana.

Os scooters são práticos e funcionais, mas fundamentalmente urbanos
Os scooters são práticos e funcionais, mas fundamentalmente urbanos Foto: Caio Mattos / Divulgação Honda

Se for motocicleta

Uma moto de baixa cilindrada é mais versátil: você pode até pegar uma estrada, embora elas não sejam lá muito adequadas a isso — com scooters pequenos, isso não é nada recomendável por questões de segurança.

Outras vantagens das motos pequenas são o desempenho mais controlável (passe a marcha e “encha” o motor quando quiser), o consumo baixíssimo, o aprendizado que facilitará a futura pilotagem de motos maiores, e a manutenção e as peças mais baratas que as dos scooters.

No começo, escolha uma moto leve e ande devagar.

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Instrutores alertam: pegar uma moto potente logo de saída é arriscado

Se você não tem experiência, sua primeira moto ou scooter deve ser de baixa cilindrada, leve e com desempenho limitado. E, ainda, barata de comprar e de manter. Afinal, será nela que você levará seus primeiros sustos no trânsito, eventualmente seu primeiro tombo (que pelo menos acontecerá em baixa velocidade e com prejuízos nem tão altos), e aprenderá, de fato, a prática da pilotagem. Como todos sabemos, as motoescolas em geral não ensinam a pilotar, mas apenas a conduzir o veículo e a passar na prova.

Evitar modelos muito grandes, pesados ou potentes é questão de bom senso, como alerta Leandro Mello, com a autoridade de quem é instrutor do curso de pilotagem Motors Company (em São Paulo), piloto de testes do programa Auto Esporte, da TV Globo, da revista “Duas Rodas” e do Instituto Mauá de Tecnologia, desenvolvedor de produtos de marcas ligadas ao motociclismo como Michelin, Shell e Alpine Star e eventual participante de competições, entre outras atividades.

— Moto com muita potência é extremamente perigoso para quem não tem experiência. Além da falta de habilidade para manusear a moto com mais peso, as retomadas de velocidade são muito bruscas e a pessoa não estará preparada para fazer os cálculos de espaço versus velocidade. Existem motos menores com muita tecnologia, estabilidade e desempenho, que enchem os olhos pelo estilo e fornecem a adrenalina que esses iniciantes buscam, mas com mais segurança. Com elas, o motociclista terá uma evolução rápida na pilotagem e, mais adiante, poderá dar o passo rumo a uma motocicleta mais potente — ensina Leandro Mello.

Motocicletas são mais versáteis do que scooters, porém menos práticas. As trail são melhores para enfrentar a buraqueira
Motocicletas são mais versáteis do que scooters, porém menos práticas. As trail são melhores para enfrentar a buraqueira Foto: Divulgação / Yamaha

O trajeto faz diferença

Outro aspecto importante a ser levado em conta é o tipo de piso que você enfrentará em suas jornadas sobre duas rodas. Scooters e motos urbanas se dão bem com pistas bem asfaltadas, mas sofrem um bocado (principalmente os scooters) na buraqueira. Se o seu trajeto habitual tiver esse problema, uma moto trail pode ser a melhor escolha, por ter rodas e suspensões mais adequadas — e isso proporcionará mais conforto a piloto e eventual garupa.

— Nossas ruas são esburacadas, nosso trânsito caótico e a educação é falha. Uma trail é robusta por natureza, tem suspensão reforçada, facilita a pilotagem defensiva e ajuda evitar imprevistos como enchentes e similares — argumenta Fausto Macieira, do SporTV.

Adequação ao peso

Falando em garupa, outro critério é o biotipo. Comprar um scooter ou uma moto pequena para levar “arrobas” não é recomendável — sofrem os dois e também a moto. A princípio, uma trail também ajuda nisso. Mas aí talvez valha experimentar também as street que já estejam um degrau acima dos modelos básicos. São motos como a Honda CB 250 Twister (R$ 14.130), a Yamaha Fazer 250 (R$ 15.590) e a Dafra Next 300 (também de R$ 15.590), um pouco mais caras, porém mais adequadas a pessoas mais altas.

Eduardo Azeredo, instrutor da Escola de Pilotagem Domínio, com filiais no Rio e na Bahia, adverte que é fundamental buscar uma moto na qual haja um “encaixe perfeito”:

— O motociclista deve ficar confortável em relação às posições de pernas, braços e corporal em geral, além, é claro, de ter uma distância entre o banco e o chão compatível com sua estatura — explica.

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Feio, mas funcional

O transporte de cargas também deve entrar na conta. Mas é uma questão relativamente fácil de resolver. Atualmente quase toda motocicleta urbana ou scooter pode receber um baú traseiro — que não é a coisa mais linda do mundo, mas é incrivelmente prático.

O preço de um bauleto de 45 litros, que acomoda dois capacetes abertos, começa em R$ 90 e pode superar os R$ 300 (dependendo da marca). Os menores são mais baratos, mas levam menos coisas. Algumas vezes, as motos e os scooters requerem a instalação do bagageirinho (ou “churrasqueira”) atrás do banco, sobre a rabeta, para acomodar a base do baú e o próprio, mas isso é bem fácil de fazer.

A primeira moto será de segunda mão? Atenção a pequenos detalhes que evitam altos prejuízos no futuro próximo

A compra de uma moto ou scooter usado requer bastante cuidado. Salvo aquelas “moscas brancas dos olhos azuis filhas de mãe solteira” (motos seminovas com baixa quilometragem de algum conhecido a preço irrecusável), todas as outras precisam de uma análise minuciosa.

Leandro mello alerta: motos com muita potência são perigosas nas mãos de quem não tem experiência
Leandro mello alerta: motos com muita potência são perigosas nas mãos de quem não tem experiência Foto: Mario Villaescusa / Divulgação

Nas motos, faça uma vistoria inicial “à moda Detran” — faróis, piscas, lanterna, luz de freio, pneus e buzina: tudo deve estar funcionando perfeitamente. Depois, veja o estado dos pneus (olhe o TWI, aquela marquinha que indica o desgaste), a transmissão corrente/coroa/pinhão) , os freios (veja o estado das pastilhas) e as suspensões — afunde os garfos dianteiros para ver se está muito mole ou muito dura, e sem vazamentos; e “quique” sobre a traseira para ver se o retorno do(s) amortecedor(es) está correto (tem que afundar, volar e parar, sem vai e vem).

É imprescindível que você faça um pequeno test-drive para se precaver de outras surpresas, como calo na direção, guidom empenado e quadro torto. À menor suspeita de algo errado, informe-se — e, havendo dúvidas, não compre.

No caso dos scooters, também vale a vistoria “à moda Detran” e conferir pneus e freios. Mas o principal é ver o estado da correia dentada, item fundamental cuja substituição nunca tem custo baixo e que deve ser trocada sempre no prazo indicado no manual do veículo.

Veja também se as carenagens “batem”, fazendo barulho (sintoma de scooter mal cuidado), e se as rodas, sempre vulneráveis a buracos, têm amassados. Por fim, uma recomendação importante: não importa o scooter ou moto que você tenha comprado de segunda mão, faça uma revisão na sua oficina de confiança — você “zera” tudo (óleo, filtros, velas etc) e passa a ter controle total da manutenção periódica de sua motoca.

Os cursos de pilotagem ensinam a fazer curvas corretamente a frear com segurança, enquanto nas motoescolas se aprende apenas a conduzir o veículo e a passar na prova do Detran
Os cursos de pilotagem ensinam a fazer curvas corretamente a frear com segurança, enquanto nas motoescolas se aprende apenas a conduzir o veículo e a passar na prova do Detran Foto: Roberto Dutra

Custos iniciais vão muito além da compra da moto

Separe verbas para IPVA, transferência e Duda. E, também, para capacete, luvas, capa e até botas

O gasto na compra da sua primeira motocicleta ou scooter não se limita apenas ao veículo. Pouca gente se dá conta, mas, pelo menos inicialmente, é preciso incluir nessa soma diversos custos além da máquina.

Se a moto for zero-quilômetro, você vai gastar com o emplacamento, IPVA, seguro obrigatório e demais taxinhas do Detran. Esse custo vai variar de acordo com o valor do veículo, mas prepare-se para separar pelo menos R$ 1 mil para isso tudo.

Se o veículo for usado, seu gasto será, teoricamente, menor: um Duda de transferência (R$ 144,68) e, caso ele ainda não tenha, a nova placa Mercosul (R$ 53).

Legalizou a moto ou scooter? Calma, tem mais. Separe mais alguns dinheiros para comprar o mínimo de equipamentos de segurança. A essa altura você já sabe que deve estar sempre com — pelo menos — calça jeans e calçado fechado. Mas precisará também de um capacete de qualidade (em torno de R$ 200) e um par de luvas (de R$ 50 a R$ 100). Quanto ao capacete, dê preferência aos modelos fechados — os abertos são legais e bonitos, mas, mesmo que certificados pelo Inmetro, protegem bem menos.

O aprendizado acontece nas ruas, no mundo real

Pilotar uma moto no dia a dia exige muito mais do que aqueles treinos para passar na prova do Detran. Listamos aqui alguns macetes para aumentar sua segurança, e recomendamos: se possível, faça um curso de pilotagem depois de habilitado.

Com a CNH e a moto/scooter na mão, é hora de enfrentar o trânsito. Será preciso prestar atenção aos principais inimigos do motociclista novato: o aprendizado errado e a imprudência. Bia Santos, nossa futura motociclista, lembra das dificuldades enfrentadas durante as aulas.

— Achei muito confuso e com didática deficiente. Muitas informações relevantes só obtive na internet ou em conversas com amigos. Eu nunca havia pilotado, e tive que aprender num curto espaço de tempo e ainda me preparar para fazer a prova — resume ela.

Eduardo Azeredo, instrutor da Escola de Pilotagem Domínio, destaca que as motoescolas focam mais na legislação, deixando de lado as técnicas de pilotagem. Assim, aprendizados realmente vitais, como a forma correta de frear ou de fazer uma curva, são sequer mencionadas.

— A grande maioria dos acidentes, mais de 95% deles, é gerada por imprudência, negligência e/ou imperícia. Mas, se for pilotada com técnica e responsabilidade, a moto é um veículo extremamente seguro — defende Azeredo.

Listamos aqui alguns bons macetes para incrementar sua segurança e minimizar seus riscos até que você esteja mais desenvolto na sua nova vida sobre duas rodas:

Posição de pilotagem

É fundamental para sua segurança. Na moto, sente perto do tanque para manter os braços levemente curvados, o que te dará margem de envergadura para esterçar o guidom nas curvas de baixa. Os pés devem ser apoiados na pedaleiras em posição reta, nunca jamais em tempo algum com a ponta do pé para baixo e apoiados só nos calcanhares. A coluna reta reduz os impactos de buracos. Nos scooters, busque a posição mais confortável e protegida atrás do escudo e mantenha os pés dentro da área da carenagem (está lá para te proteger).

Frenagens

Use sempre os dois freios. Usar só um dos dois pode levar a escorregões e tombos. Modelos com sistema de freios combinados ajudam muito e modelos com ABS, mais ainda.

Velocidade

Não corra demais, mesmo nos trechos livres. O tempo de reação a imprevistos está ligado à velocidade. A 100km/h, você está andando 30 metros por segundo. Ou seja, se você vir um problema 30 metros à frente, que não é absolutamente nada a 100km/h, você tem um segundo para interpretar, reagir e evitar um acidente.

Acima da média

Ande sempre entre 5km/h e 10km/h acima da média do trânsito dos carros — mas, claro, dentro dos limites permitidos. Se os automóveis estão a 40km/h, siga a 45/50km/h. Pode parecer estranho, mas funciona: isso evitará que você tome “chega-pra-lá” dos carros ao seu lado e também que quem vem atrás queira impacientemente te ultrapassar (o que acontece sempre, embora seja quase incompreensível).

A faixa certa

No trânsito normal, ocupe o espaço de um automóvel mantendo-se no meio da faixa de rolamento. Dentro de túneis, fique na pista da direita, mas siga sobre o rastro dos pneus esquerdos do carro que está à frente. Assim você fica menos vulnerável a buracos “escondidos” por ele, ocupa o espaço de um carro e evita que te imprensem contra a parede. Se o trânsito parar por completo, em um megaengarrafamento, siga pelo corredor (caso sejam três faixas, vá pelo corredor entre a primeira e a segunda faixas da esquerda).

Corredores

Ali, só com o trânsito muito lento ou parado. Transitar nos corredores junto com os carros é um risco enorme: se alguém muda de faixa sem sinalizar (algo frequente em tempos de celular no painel), pode te tocar — e você vira bolinha de pinball, ricocheteando entre os carros e indo pro chão.

Limite

Com o trânsito parado ou lento, siga a no máximo 40km/h, que é a velocidade máxima em que seus freios estancarão a moto/scooter em caso de paradas repentinas, que são bem comuns devido a pedestres atravessando fora da faixa escondidos por caminhões e ônibus, por exemplo. No trânsito parado, atenção redobrada também às portas de carros abrindo repentinamente.

Seja visto

Em trânsito, mantenha o farol aceso sempre e procure enxergar os motoristas através dos retrovisores externos dos carros deles. Por que isso? Se você os estiver vendo, eles também estarão te enxergando. Identifique os pontos cegos em torno dos outros veículos e evite-os.

Nas largadas

Nos sinais, pare sempre na pole-position. Além de ser uma vantagem inerente às motos, sair na frente quando o verde aparecer te dará a segurança de não disputar espaços com os automóveis. Mas, para escapar de trombadas traseiras, evite parar no meio das faixas: pare nos cantos das faixas de rolamento.

Piso molhado

Sob chuva, reduza sua velocidade em pelo menos 10%. E não se acanhe de botar aquela feia capa impermeável: dirigir seco te protege por evitar incômodos e chegar em casa seco (ou menos molhado) não tem preço.

Celular? Não!

Deveria até ser dispensável lembrar, mas vale o aviso: não use o telefone celular quando estiver pilotando. Mesmo que pareça não alterar sua percepção, faz diferença. Usar celular e pilotar ao mesmo tempo é assinar atestado de burro (e, eventualmente, de óbito).

Cursos de pilotagem

Se tiver oportunidade e condições financeiras, faça depois que estiver habilitado. Existem vários, como os mencionados nesta matéria, além de cursos ministrados pelos próprios fabricantes (Honda, Harley-Davidson, BMW e Triumph, por exemplo). Cada curso mudará sua vida sobre a moto.

Inimigo nº 1

O dia a dia sobre duas rodas é rápido, ágil e divertido, mas também perigoso. Cuidado com buracos, bueiros abertos, óleo, chorume e afins. Mas, principalmente, cuidado com o inimigo número um dos motociclistas: o excesso de confiança. O momento em que você achar que está “pilotando muito bem” será aquele de maior vulnerabilidade. É aí que você relaxa, distrai e “compra um terreno”.

,Principais modelos de scooters e motos de baixa cilindrada vendidos no país:

SCOOTERS

Honda Elite 125: R$ 8.250

Honda PCX 125: R$ 11.620

Honda SH 150i: R$ 12.700

Honda SH 300i: R$ 23.590

Yamaha Neo 125: R$ 8.390

Yamaha NMax 160: R$ 12.390

Dafra Cityclass 200i: R$ 10.690

Dafra Citycom 300i: R$ 19.990

Dafra MaxSym 400i: R$ 26.690

Kymco People 300: R$ 15.900

Kymco Downtown 300: R$ 22.900

Haojue Lindy 125: R$ 7.487

MOTOS

Honda Biz 110i: R$ 7.828

Honda Biz 125: R$ 9.686

Honda CG 160 Start: R$ 8.432

Honda CG 160 Fan: de R$ 9.625

Honda CG 160 Titan: R$ 10.752

Yamaha Factor 125: R$ 8.590

Yamaha Factor 150: R$ 9.590

Yamaha Fazer 150: R$ 10.530

Dafra Apache 200: R$ 12.500

Haojue Nex 110: R$ 6.580

Haojue DK 150: R$ 7.587

Haojue Chopper 150: R$ 7.587

Fonte: Extra

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