Escolha seu capacete com mais segurança

Os motociclistas são as principais vítimas de acidentes de trânsito. De acordo com dados divulgados no 1º Fórum Nacional da Cruz Vermelha Brasileira sobre Segurança Viária, em 2015, mais da metade das internações pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são de motociclistas. Um dos principais fatores para esse número é a negligência no uso de equipamentos de proteção, como o capacete. Esse item é indispensável e pode salvar vidas, além de ser obrigatório, segundo o código de trânsito brasileiro. É necessário, portanto, saber como escolher o melhor capacete para pilotar com segurança na cidade.

Uma das partes mais sensíveis do corpo é a cabeça. Um acidente que envolva essa área pode causar sérios danos à saúde, como traumatismo craniano, e até culminar em morte imediata. Com a utilização de um capacete seguro, os impactos são drasticamente diminuídos, reduzindo a chance de consequências mais graves. Para serem vendidos, os capacetes precisam ser fabricados de acordo com a norma brasileira NBR 7471. Cabe ao Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) fiscalizar se esses produtos estão realmente seguindo os padrões estabelecidos. Os equipamentos passam por rigorosos testes de segurança, como a proteção da chamada área auditiva.

De acordo com o Inmetro, existem quatro modelos regulamentados de capacetes para motocicletas: integral (fechado), misto (com queixeira removível), modular (com frente móvel) e aberto (sem queixeira). Quando for comprar o seu, verifique a existência dos logotipos do Inmetro e do OCP (Organismo de Certificação do Produto).

Os capacetes chamados de coquinho são proibidos pela legislação, não são regulamentados e os motociclistas que o utilizarem estão sujeitos a multa. O sistema de retenção oferecido por esse modelo não proporciona a segurança necessária para o usuário. Por outro lado, aqueles produtos que são regulamentados possuem uma camada espessa de isopor, espuma e tecido antialérgico, que dão maior proteção ao condutor, segundo o Inmetro.

Apesar de todos os quatro serem regulamentados, existem aqueles que são mais recomendados. O capacete integral é totalmente fechado e, por isso, é o que oferece o maior grau de segurança. Protege todas as partes do rosto e da cabeça, incluindo as laterais e o queixo. O melhor modelo de capacete integral é o que tem um bom sistema de ventilação, para aliviar o calor proporcionado pelo equipamento.

O capacete modular tem a viseira flexível, permitindo que o motociclista a levante em dias com altas temperaturas. Mas se você preferir esse modelo, a indicação é de que só levante a viseira quando estiver parado, porque esse item é fundamental para manter a segurança no caso de algum impacto. A queixeira também é flexível. Por esse motivo, não protege com a mesma eficiência que o capacete totalmente fechado.

O capacete misto é semelhante ao modular. A diferença é que a queixeira não é flexível, e sim removível. É um modelo confortável para o verão, mas tenha em mente que a proteção também não é a mais eficiente.

O equipamento menos seguro, entre os quatro, é o capacete aberto. Isso se deve ao fato de o capacete não ter queixeira, um item fundamental não só para proteger o queixo como também o impacto do rosto, caso ele se choque com o chão. Por fim, é necessário ficar atento à resistência do material. Se ele estiver muito flexível, pode ser que seja a hora de trocá-lo. Observe, também, se não há riscos na viseira, porque eles podem prejudicar a visão periférica do motociclista.

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