40º Dakar apresentado com Paulo Gonçalves

A 40ª edição parece destinada a ser um evento ainda mais difícil que o habitual, e a Honda Monster Energy do piloto português tem a sua mira firmemente apontada a uma vitória final.

Um dos dias mais aguardados para a comunidade de fans do Dakar finalmente chegou ontem. Até então, tudo o que era conhecido sobre o rali fora revelado já no início de Março, com o anúncio dos locais para a odisseia de 2018. Desta vez foi o Pavilion d’Armenonville na capital francesa que na quarta-feira recebeu a apresentação oficial dos principais detalhes da 40ª edição do Dakar, o desafio mais longo e difícil para pilotos e mecânicos.

O evento começou com um amplo resumo da história dos trinta e nove anos da prova, com algumas das fotos mais pungentes, destacando a coragem dos pilotos durante quase quatro décadas de emoções. O diretor do Dakar, Étienne Lavigne, falou sobre a épica aventura sul-americana: “É provável que seja excepcional. O Peru entra novamente, como aconteceu em 2012 e 2013. A Bolívia vai acolher a corrida pela quinta vez também e a Argentina também estará presente, como tem feito todos os anos desde 2009 “.

Falta só um mês e meio para que as ruas movimentadas de Lima comecem a reverberar ao uivo dos motores do Dakar em 6 de Janeiro de 2018. A capital do Peru retorna à competição após um hiato de quatro anos. A apenas quarenta e cinco dias da saída, a Honda Monster Energy  está preparada para colocar as suas Honda CRF450 Rally na estrada para a gigantesca maratona de 9000 km que levará à linha de chegada final em Córdoba, na Argentina. Pelo caminho, os concorrentes enfrentarão treze duros dias de corrida. 

“O Dakar foi a corrida da minha vida”, foi como o diretor desportivo Marc Coma descreveu o Rally Dakar na apresentação. “Será um passeio de sonho para comemorar as quatro décadas desta extraordinária corrida. Será uma edição mágica onde os pilotos poderão lutar pelas dunas e perderem-se no Peru. Mais uma vez, poderemos render-nos à adoração da Bolívia, antes de terminarmos em Córdoba, onde haverá uma grande festa para comemorar os dez anos do Dakar na América do Sul. Fizemos algumas trocas com as etapas, por exemplo, com a segunda, onde as motos começarão depois dos carros. Além disso, a etapa quatro terá um início ao estilo motocross e a quinta será onde os pilotos verão as dunas de Tanaca pela primeira vez”.

Na Bolívia, após o dia de descanso na capital La Paz, ocorre o primeiro dos dois dias de maratona para as motos. Uma das especiais mais longas será a etapa 8, de Uyuni-Tupiza. A entrada para a Argentina começará a revelar os favoritos”, afirmou Coma,” A navegação será um fator chave e a ordem de partida do Fiambalá Super Special também pode ser crucial antes de chegar à parte final do Dakar, que terminará em Córdoba com uma  última especial na cordilheira, atravessando numerosos rios “

Lavigne também passou por alguns dos dados desta edição, que contará com cerca de 337 veículos, incluindo 190 motos. A Honda Monster Energy participará com Joan Barreda (# 5), Paulo Gonçalves (# 6), Michael Metge (# 14), Ricky Brabec (# 20) e Kevin Benavides (# 47) e assume-se como um dos favoritos do Dakar 2018.

Por seu lado, o piloto de Esposende afirmou:

“Como esperávamos, este Dakar que está para vir será um dos mais competitivos da história e, talvez, seja mesmo o mais difícil até a data. Com a apresentação de hoje, vimos que não haverá um único dia de relax, todos os dias serão extremamente exigentes fisicamente, para a pilotagem e para a navegação. Por nossa parte, daremos tudo, todos os dias para tentar chegar a Córdoba nas melhores posições possíveis.”

 

 

 

 

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