Dakar 2018: As motos do Dakar 2018

A KTM quererá seguramente, em 2018, manter o domínio absoluto sobre a concorrência.  Afinal, 16 edições a vencer a mais dura prova do mundo, não são, de forma alguma, um mero acaso. A marca austríaca tem defendido a honra da herança tecnológica europeia, e tem vindo sistematicamente ao longo dos últimos anos a envergonhar a armada japonesa.

Entretanto os japoneses, Honda e a Yamaha, não baixam os braços, e a cada ano empenham-se a fundo, suportados por orçamentos significativos, na conquista de uma tão almejada vitória que traga para a ribalta o seus pergaminhos nesta tão difícil maratona onda as Africa Twin e as Ténéré ficaram para a história

Mas também, a cada ano que passa, aumenta a concorrência das marcas indianas, Sherco/TVS e Hero que, quer queiramos quer não, representam uma ameaça futura a todas as outras marcas.

Quem também parece muito interessada em promover as suas motos é a Gas Gas, agora propriedade da Torrot, e que aposta nos motores KTM para conseguir um bom resultado e divulgara a sua marca.

Conheça todas as motos de 2018 em detalhe:

KTM

A KTM estreia em 2018 uma nova 450 Rally, apresentada ao público há poucas semanas no Salão de Milão.
Alterações significativas no painel frontal, proporcionam uma melhor proteção aerodinâmica ao piloto e ao painel de instrumentos. O novo desenho dos depósitos de combustivel representa uma melhor distribuição de massas e oferece mais espaço aos pilotos.

Será a ferramenta que Sam Sunderland, Anotine Meo, Mathias Walkner e Toby Price da Red Bull Rally Team e também dos pilotos oficiais da marca Laia Sanz e Luciano Benavides terão em quase exclusivo para esta 40ª edição do Dakar.

As equipes privadas, como a Himoinsa Rally Team contam com a versão de 2017 da 450 Rally.

A Himoinsa Team atualizou o controlo de tração e os modos de motor com diversos níveis de intervenção e desempenho, numa tentativa de melhor adaptar a sua resposta nos diversos tipos de terreno que os pilotos vão ter de enfrentar, e que vai das dunas, a demolidoras pistas com mau piso, e a variações extremas da altitude. Outro sistema implementado nas KTM da Himoinsa Team é o limitador de velocidade para minimizar o risco de penalizações nos troços de velocidade reduzida obrigatória.

Também a Gas Gas que este ano regressa ao Dakar após dois anos de ausência e depois de ter participado entre 2012 e 2015, conta com 3 motos, em versão de 2017 da KTM 450 Rally.

O piloto português Mário Patrão também vai contar com uma destas KTM que venceram o Dakar de 2017

Husqvarna 

Ambos os pilotos da Husqvarna Rockstar Rally Team, Pablo Quintanilla e Andrew Short, contam também a “versão Sueca” da nova 450 Rally, que apresenta as mesmas especificações das motos KTM da equipa oficial.

A Husqvarna afigura-se por isso e pela experiência dos seus pilotos, como a mais séria adversária da KTM.

Honda

A Honda apresenta-se em Lima com uma CRF450 Rally completamente revista, que pretende sobretudo mitigar os problemas eléctricos que têm condicionado os seus pilotos nos últimos anos.

Novas suspensões Showa com forquilha dianteira de 51mm de diâmetro, depósitos de combustível com capacidade para 33,7 litros, sub quadro traseiro em fibra de carbono e melhorias ao nível dos travões fazem aumentar a confiança de Joan Barreda e Paulo Gonçalves, que este ano contam ainda com a experiência do já consagrado piloto argentino Kevin Benavides.

Yamaha

A Yamaha apresenta também uma moto renovada. A WR450F Rally tem uma nova injecção electrónica, escape em titânio by Akrapovic, travões melhorados com discos de 300mm de diâmetro, um novo amortecedor KYB desenvolvido especificamente e os depósitos de combustivel comportam agora 33 litros de combustível. O peso final anunciado é de 142kg a seco.

Sem contar com o experiente Hélder Rodrigues, ausente a recuperar de uma grave lesão, a Yamaha coloca em 2018 a sua esperança nas mãos do experiente Adrien Van Beveren, piloto que na edição de 2017 foi o melhor classificado não KTM, tendo perdido o último lugar do pódio por uns escassos 48 segundos!

Sherco-TVS

A revelarem-se cada vez mais performantes e fiáveis, as Sherco-TVS RTR 450 vão seguramente animar as coisas ao longo da edição de 2018. Joan Pedrero é um piloto experiente que participa no Dakar pela 10ª vez, e que em 2017 venceu, precisamente aos comandos de uma Sherco, a primeira etapa do Dakar, tendo terminado a prova no 13º lugar da geral.

A robustez do conjunto, as comprovadas suspensões WP e o escape da Akrapovick são os maiores argumentos da marca agora detida por capital indiano. A Sherco-TVS está a apostar forte na prova sul-americana depois de ter sido a primeira marca indiana a participar no Dakar, em 2015.

Hero

A Hero 450RR é uma moto artesanal muito especial, quase um protótipo, desenvolvido pelo maior construtor de motos do mundo. As 3 Hero 450RR que vão estar à partida do Dakar 2018 contam com uma forquilha de 52mm de diâmetro e 300mm de curso, um amortecedor traseiro com um curso de 320mm. O motor monocilíndrico de 449.5cc é assistido por uma caixa de 6 velocidades, dotada de embraiagem de accionamento hidráulico, e debita aproximadamente 55cv. Um escape Akrapovick em titânio garante um som balístico!

A carenagem fabricada em material compósito com fibras de carbono e kevlar, e o quadro construído em tubos de cromo-molibdénio, conseguem conter o peso total a seco, nuns escassos 140kg. Os dois depósitos de combustível, o principal colocado debaixo do assento e o auxiliar colocado no lugar convencional, acomulam uma capacidade de 29 litros de gasolina.

A Hero Motosports (antiga Hero Speedbrain) conta com os portugueses Joaquim Rodrigues, piloto que em 2017 terminou a aventura no 10º lugar da geral, e o seu experiente mecânico Felipe Barbosa.

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