Dispositivo impede que motocicleta funcione sem uso de capacete

O ‘Anjo da Guarda’ é um dispositivo de proteção individual que visa a segurança dos motociclistas. Desde 2012, uma equipe de pesquisadores vem desenvolvendo o protótipo, que fica instalado na parte elétrica da moto, impedindo que o veículo funcione se o condutor não estiver utilizando o capacete.

O Piauí é pioneiro no desenvolvimento deste produto e aguarda testes do Departamento Nacional de Trânsito, Ministério da Saúde, entre outros órgãos, para ser colocado à venda no mercado. O dispositivo já foi pateteado no Brasil, de acordo com o empresário Agamenon Santa Cruz, que explica como funciona o aparelho.

“A moto liga, mas para de funcionar em um minuto se o condutor não colocar o capacete e afivelar a jugular, que é uma espécie de cinto de segurança. O capacete e a moto possuem um sensor, que funcionam integrado, e pode ser instalado em qualquer motocicleta e capacete, independente da marca ou tamanho”, destaca.

O dispositivo fica acoplado nos dois locais, dessa forma, pode ser instalado na motocicleta e capacete que o condutor já possua, sem a necessidade de comprar equipamentos específicos. Além disso, a ferramenta também serve como dispositivo antifurto.

Se colocado no mercado, o motociclista poderia ser adquirido ao custo de R$150, valor bem em conta, segundo Agamenon Santa Cruz. “Isso reduziria os custos com a Saúde, pois a pessoa utilizando capacete os traumas de um acidente são menores, sendo que o perfil desses motociclistas é de jovens, pessoas ativas e que estão em fase produtiva”, saliente.


Atualmente o número de acidentes envolvendo motociclistas, é alarmante. Foto: Moura Alves/ODIA


Por mês, o Hospital de Urgência de Teresina (HUT) realiza 60 cirurgias em pacientes que sofreram lesões na cabeça em decorrência de acidente de moto, o que representa uma média de duas cirurgias por dia. De janeiro a setembro, o HUT atendeu 6.692 pacientes vítimas de motocicleta.

Segundo Gilberto Albuquerque, diretor no HUT, a maioria dos pacientes que dão entrada no hospital necessitam de tratamento clínico, contudo, os custos para realizar os procedimentos cirúrgicos são elevados. “Nem todos que entram no HUT precisam fazer cirurgia, mas quando precisa custa caro, porque é necessário equipamento especializado.

Os traumas mais comuns, causados por lesões na cabeça, são cefaleia crônica, esquecimento, ansiedade “e alguns ficam sem condições de viver, vegetando em cima de uma cama, porque acaba afetando muito intensamente um dos lados do cérebro”, frisa o diretor do HUT.

Além do capacete, como um dos principais aliados para evitar lesões graves na cabeça, Gilberto Albuquerque pontua que os motociclistas devem evitar andar acima da velocidade. Segundo ele, quando a moto está acima de 120km por hora, o capacete não evitará os traumas.

“Mesmo com capacete, se a pessoas estiver em uma velocidade muito alta e sofrer um impacto em um obstáculo parado também terá lesão intracraniana muito grave. Por isso tem que usar capacete, andar na velocidade adequada e não ingerir bebida alcoólica, porque essa também é uma das causas de acidente. Também é preciso adquirir um capacete de boa qualidade e afivelar, senão ele será arremessado no momento da colisão”, finaliza Gilberto Albuquerque

Por: Isabela Lopes

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