Duzentas pessoas saíram do Taquaral e fizeram manifesto no Centro

Protesto de motociclistas alerta para riscos do cerol

Um grupo de ao menos 200 motociclistas, integrantes de diversos motoclubes de Campinas e região, promoveram ontem pela manhã, um protesto contra o uso de cerol e linha chilena em Pipa.A concentração ocorreu na Praça Arautos da Paz, no Parque Portugal, no Taquaral, com uma “passeata” até o Largo do Rosário, no centro da cidade, onde fizeram um ato, com distribuição de panfletos.”O pessoal usa o cerol de forma irregular. Existe lei que proíbe, mas as autoridades não acordam para apontarem uma forma de intensificar a fiscalização. Queremos andar e trabalhar com nossas motos com segurança e sem riscos de vida” , disse o presidente da Federação de Motociclistas de São Paulo (FMS), Túlio Siqueira.Siqueira calcula que diariamente, o Estado de São Paulo registre cerca de 50 acidentes graves e médios, com motociclista, envolvendo linha com cerol ou chilena.”Não há estatísticas deste tipo de acidentes porque ele é simplesmente registrado como acidente ou lesão corporal” , falou o presidente da FMS. “Interessante que até os próprios usuários de envolvem em acidentes” , acrescentou.O protesto começou a ser organizado pelos motoclubes no dia 7 deste mês nas redes sociais com um pequeno grupo, que logo multiplicou. A intenção, segundo a organização, é levar a manifestação para outras cidades da região.”Não somos contra a soltura do Pipa, mas sim contra o cerol. O pipa é um lazer de paz, esporte, e não uma batalha, uma guerra, na qual as pessoas disputam que corta quem”, frisou Vagner Stefanel, vice-presidente do Clube A Máfia do Vô.O protesto teve início às 8h com concentração na Praça Arautos da Paz e depois o grupo seguiu em motos por um trecho da Avenida José de Souza Campos, a Norte-Sul, Orosimbo Maia, Francisco Glicério até o Largo do Rosário, onde fizeram distribuição de panfletos e explicações sobre a importância do combate ao cerol e linha chilena.LeisO uso do cerol em linhas de pipas, conhecida mistura entre cola e vidro, passou a ser proibida no Estado de São Paulo em novembro do ano passado. Entretanto, em Campinas ela existe desde 2001.Pela lei estadual, a pessoa deverá pagar uma multa equivalente a 50 Ufesps, que equivale cerca de R$1,3 mil e para um estabelecimento, multa de até R$ 132 mil reais.

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