HARLEY-DAVIDSON quer comprar a DUCATI

A Harley-Davidson está se preparando para fazer uma oferta de compra da Ducati. Se a venda se concretizar, o negócio poderá se configurar na união de dois dos nomes mais famosos do mundo das motocicletas, num negócio que pode ultrapassar a cifra de 1,5 bilhão de euros (1,67 bilhão de dólares). A informação foi publicada ontem, 21/6, pela agência Reuters.

A Ducati foi comprada pela Audi em 2012 e a colocou à venda em abril de 2017. Segundo a Reuters, além da fabricante de motos norte-americana, a indiana Bajaj também estaria se preparando para fazer uma oferta. A Harley-Davidson contratou a Goldman Sachs para entender a real situação da empresa italiana e, segundo fontes do mercado, a instituição financeira deu sinal verde para que a proposta seja anunciada, o que pode acontecer já em julho.

A concretização do negócio, no entanto, pode não ser assim tão fácil, segundo a Reuters. Isso porque há grupos fortes que participam do Conselho de Supervisão da Volkswagen, controladora da Audi e que é em última analise, a proprietária da Ducati, que se opõem à venda do fabricante italiano de motocicletas. Em uma mensagem de email, um porta-voz desse Conselho escreveu: “A Ducati é uma jóia e a Harley-Davidson está a grande distância da Ducati em termos tecnológicos”.

Por outro lado, os defensores da venda da Ducati argumentam que a empresa precisa focar seus negócios naquilo que a tornou a maior fabricante de automóveis da Europa e avançar para superar o escândalo que ficou conhecido como “Dieselgate”, que enganou milhões de consumidores e manchou sua imagem, além de trazer prejuízo de bilhões de euros em multas e processos. A especulação sobre a venda inclusive de outras marcas pertencentes à Volkswagen foi aguçada recentemente quando um porta-voz da empresa na Europa disse que a empresa analisaria seu portfólio de ativos e marcas e que empresas “não essenciais” poderiam ser colocadas à venda.

Se a oferta da Harley-Davidson for aceita, é uma incógnita o que acontecerá com a marca italiana, mas a mistura de tecnologias e estilos poderá resultar em novos produtos para as duas marcas. Uma simboliza a tradição das motos de turismo e a outra tem no seu DNA o design ousado e o alto desempenho das pistas de motovelocidade. De qualquer forma, se o negócio não se concretizar já em julho, é certo que a empresa de Borgo Panigale terá novo dono em novembro, após o EICMA – Salão de Milão 2017.

Harley-Davidson no ataque

A Harley-Davidson passa por uma (boa) fase de expansão de negócios. Já há alguns anos que a empresa busca renovação e rejuvenescimento de sua marca para atrair consumidores mais jovens. Isso tem se traduzido em adição de mais tecnologia nas suas motos e no lançamento de motocicletas mais ajustadas aos mercados onde atua. Mais recentemente o site da CNBC nos Estados Unidos publicou notícia dando conta de que a Harley-Davidson está construindo uma fábrica na Tailândia, cujo objetivo é abastecer os mercados asiáticos, onde a Harley-Davidson é muito forte.

Esse movimento da Harley-Davidson é a forma que a empresa percebe para ampliar seus negócios, já que os consumidores norte-americanos estão mais difíceis de convencer nos últimos anos. Unidades de produção fora do território norte-americano tem sido os movimentos mais importantes nos últimos anos. Além das cinco fábricas da Harley-Davidson nos Estados Unidos, a marca inaugurou fábrica na Índia em 2011, estabeleceu a operação brasileira em 2012 e agora se move mais ao oriente com a fábrica na Tailândia.

Não está distante o momento em que as vendas da empresa fora dos Estados Unidos representarão mais de 50% do total. Um comunicado da empresa divulgado recentemente informou que essas bases de produção fora dos Estados Unidos dão mais flexibilidade e agilidade à marca para oferecer produtos mais adequados a cada mercado. “Isso nos torna mais competitivos e alinha-se com os objetivos de crescimento da companhia”, mencionou a empresa no comunicado.

 

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