Motociclistas pagam pedágio com notas de até R$ 100

Cerca de 200 motociclistas, segundo a organização, realizou na tarde deste domingo (17) um protesto na praça de pedágio localizada no município de Presidente Bernardes, no km 590,7 da Rodovia Raposo Tavares (SP-270), em relação ao aumento na tarifa para este tipo de veículo na região. A manifestação seguiu sem ocorrências policiais.

Motociclistas das cidades de Presidente Prudente, Presidente Bernardes, Presidente Venceslau, Santo Anastácio, Regente Feijó e Anhumas se ,por volta das 14h, no Parque do Povo de Presidente Prudente, e seguiram pela Rodovia Raposo Tavares (SP-270), até a praça de pedágio no municípío.

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Segundo um dos organizadores, Alberto Petrillo, de 46 anos, a manifestação foi pacífica e teve apoio da Polícia Militar Rodoviária quanto à orientação no trânsito de veículos.

“Conseguimos fazer o fluxo da rodovia diminuir bastante. Ocupamos todos os guichês, menos o sem-parar. Pagamos o pedágio com notas altas, de R$ 50, R$ 100, para dificultar o troco. Não poderíamos parar as cancelas, e conseguimos, com louvor, o nosso objetivo. Estamos muito satisfeitos”, destacou Petrillo ao G1.

Conforme Alberto, o manifesto foi organizado após a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) ter autorizado reajuste de 9,32% nas tarifas de pedágios das rodovias estaduais paulistas. Na praça de Presidente Bernardes, que é uma das que estão sob a responsabilidade da Concessionária Auto Raposo Tavares (Cart), o preço para motocicletas passou de R$ 3,75 para R$ 4,10, o que não agradou os usuários.

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“O aumento da cobrança é abusivo. Sabemos que há rodovias que nem cobram para motocicletas. Fizemos um abaixo-assinado e pretendemos pedir para que o Ministério Público Estadual [MPE-SP] apure e questione esse custo, e que tipo de manutenção está sendo feita com esse dinheiro”, destacou.

Ainda conforme o organizador, a concessionária responsável conseguiu, com dificuldade, possibilitar a passagem dos motociclistas que, após o pagamento, fizeram o contorno e retornaram para as suas cidades.

“Foi tudo muito pacífico e não teve nenhuma espécie de avaria. Os carros conseguiram passar por uma cancela extra. Somente no final, os guichês tiveram um pouco de dificuldade de realizar o troco, mas deu tudo certo”, completou.

Segurança
Segundo a Polícia Militar Rodoviária, o protesto seguiu sem ocorrência.

Outro lado
Em nota ao G1, aCart informou que o reajuste aplicado nas tarifas de pedágio foi autorizado pela Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), conforme previsto no Contrato de Concessão. “A Concessionária respeita o direito constitucional de se manifestar desde que este não infrinja outros direitos também constitucionalmente garantidos. A Cart esclarece que houve lentidão no tráfego, em alguns momentos, mas sem interrupções no fluxo de veículos e prejuízo para os demais usuários da rodovia”. A concessionária também destaca que, em parceria com a Polícia Militar Rodoviária, trabalhou para garantir a segurança e trafegabilidade na praça de pedágio dos usuários, manifestantes e colaboradores.

O G1 também solicitou um posicionamento da Artesp sobre o protesto e o aumento da tarifa, mas ainda não recebeu resposta sobre os questionamentos.

Fonte: Do G1 Presidente Prudente

 

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