'Motos-foguete' inovam com tecnologia amiga do meio ambiente

Kawasaki H2R

Uma das principais novidades do Intermot, salão da motocicleta realizado no início deste mês em Colônia, na Alemanha, foi a Kawasaki H2R, moto-conceito na qual se baseará o futuro modelo Ninja H2. Para a H2R a marca anunciou uma performance estratosférica, fruto da potência de seu motor, de cerca de 300 cavalos. É uma cifra brutal, 50% superior à da mais potente moto em produção hoje. Para a Ninja H2, que será vendida ao público (depois de ser apresentada no Eicma, o Salão de Milão, na Itália, no início de novembro), espera-se potência menor, mas ainda alta.

Motos-conceito, assim como carros-conceito, são “arroz de festa” nos mais importantes salões internacionais. Servem como iscas para um público ávido por excessos, coisas incomuns, quase aberrações. De certa maneira são comparáveis a atrações circenses como “Monga, a mulher gorila”, o engolidor de espadas ou o faquir deitado na cama de pregos.

É compreensível questionar o investimento em um projeto do gênero e construir um “míssil” sobre duas rodas em um mundo com cada vez mais restrições de velocidade e necessitado de veículos ecologicamente corretos. Mas, em vez da suposta insensibilidade com a natureza, há nas entranhas da “moto-foguete” a base para futuros modelos “eco-friendly”, ou amigos do meio ambiente.

Motor a combustão evoluiu
A H2R e a iminente Ninja H2 são superlativas e foram feitas para atenção, mas também mostram a melhor engenharia do fabricante, funcionando como um verdadeiro cartão de visitas tecnológico. Essa futura moto exibe competência inédita na mais essencial das tarefas de um motor a combustão interna: o aproveitamento da mistura de ar e combustível de maneira ideal, com desperdício mínimo.

Motores a combustão interna eram dados como obsoletos até bem pouco tempo atrás. Pelo simples fato de queimar combustíveis não renováveis, foram vistos como bichos em extinção, o que deu início à busca de novos meios de propulsão para movimentar veículos de maneira limpa. A eletricidade, a pilha de combustível baseada em hidrogênio, a energia nuclear… Várias são as alternativas estudadas, mas o resultado prático ainda não é economicamente viável. Enquanto isso, os motores a combustão foram evoluindo, se tornando cada vez mais eficientes, menos “sujos” e muito menos agressivos ao meio ambiente.

Descobriu-se, nesta última década de pesquisa incessante, que de nada adianta ter um veículo elétrico cuja emissão de gás carbônico é zero se, para carregar suas baterias, a energia vem da queima de carvão mineral ou petróleo em usinas termoelétricas. Deste modo, antes que a matriz da energia mundial seja reorganizada para fontes menos agressivas de produção de eletricidade como a eólica ou a solar, rodar em uma moto ou carro elétrico é trocar seis por meia dúzia em termos ambientais.

Para atingir a incrível potência de 300 cavalos em um motor de 4 cilindros em linha de 1.000 cm3, os técnicos da Kawasaki usaram algo relativamente manjado: a sobrealimentação.

Há nas ruas do mundo inteiro, inclusive do Brasil, uma grande frota de veículos sobrealimentados rodando. Os mais conhecidos são os turbo, cujos motores têm sua potência incrementada pelo uso dos gases de escape para fazer girar uma turbina, que por sua vez irá aumentar o volume da massa de ar e combustível a ser enviada para as câmaras de combustão.

O sistema funciona de maneira excelente nos motores movidos a diesel em função da menor temperatura dos gases da queima deste combustível, mas há vários motores a gasolina turbo de última geração movendo automóveis, conciliando desempenho adequado com grande economia de combustível.

O turbo nas motos
Para uso em motocicletas, a tecnologia turbo apresenta ao menos um grande impedimento em função do exíguo espaço do veículo, que inviabiliza a instalação de trocadores de calor (também conhecidos como intercoolers), fundamentais para fazer o ar que é soprado pelo escape não “frite” a turbina.

A solução encontrada pela Kawasaki foi usar um tipo de sobrealimentação que não depende de gases quentes de escapamento para aumentar o volume da massa de mistura admitida nas câmaras de combustão. Chamado de Scroll Type, ou compressor centrífugo, o sistema usado no motor da H2R não precisa de volumosos aparatos de resfriamento e pouco interfere na dimensão do motor.

“Soprando” um volume de mistura ar e combustível de melhor qualidade para dentro dos cilindros de seu motor 4 em linha, os técnicos conseguiram a potência de 300 cavalos em um motor de 1.000 cilindradas e atraíram os olhos do mundo para a moto que, em teoria, pode alcançar insanos 400 km/h de velocidade máxima e na qual poucos mortais poderão ter a chance de sequer chegar perto.

Mais do que ‘mulher-gorila’
Ao conseguir desenvolver um motor que obtém um aproveitamento máximo da energia gerada pela queima da mistura de ar e combustível para fins “bélicos”, mostrando uma agressiva motocicleta à qual nem asas faltam para quase voar, a Kawasaki optou pelo show, pela emoção, atributo essencial e cultuado por todo admirador de uma moto.

No entanto, a novidade H2R traz bem mais do que isso, que é a real possibilidade de assistirmos a uma nova fase da tecnologia aplicada a motores de motocicletas que, como na indústria automobilística, irá desfrutar do chamado “downsizing”: motores menores gerando potência equivalente à de motores com o dobro do tamanho, queimando menos combustível e consequentemente com baixos índices de emissões de poluentes. Imagine só um motor bicilindro sobrealimentado de 250 cc com cerca de 60-70 cavalos. Pois é isso que pode acontecer num futuro nem tão distante assim.

Por trás dessa “mulher-gorila” da qual todos falam, há uma outra face da moeda: o sucessivo passo tecnológico que será usar esse conhecimento para obter menor consumo e, consequentemente, menores emissões no lugar de simples potência bruta.

*Foto: Divulgação

 

 

 

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