Mundomoto Artigos Imperdíveis – “Marc Márquez, o gênio”. De Werner Jessner para a revista Red Bulletin…

Um jovem  espanhol domina o Mundial de MotoGP  com um sorriso. Os rivais sabem que ele pode ganhar mesmo quando  não pensa nisso. O que faz  Marc Márquez ser tão bom piloto? A Red Bulletin, revista oficial da bebida energética o acompanhou em um fim de semana de Grand Prix. Vejam (leiam)  a reportagem.

Quem quiser  dar uma olhada para o passado e o  futuro de Marc Márquez, deve olhar para dentro da garagem da equipe Repsol Honda. Na parte de trás, encostado a uma parede, está  um homem atarracado e bronzeado, de cabelo curto, linhas do sorriso desenhadas no rosto. Você poderia  pensar que  é um ex-piloto que conversa com o chefe da equipe, Livio Suppo, durante os treinamentos, mas a semelhança com o jovem que acaba de tirar o capacete Shoei NXR feito sob medida é muito óbvia: Juliá Márquez não perde  uma corrida de seu filho Marc. Ele não chama muita atenção, não usa rádio nem uniforme, mas sempre que  seu filho mais velho você precisar, ele está lá.
Naturalmente, o mesmo acontece com seu outro filho, Alex, três anos mais novo do que Marc,  e que corre com grande sucesso na Moto3.  Os dois irmãos ainda vivem na casa dos pais, em Cervera, a uma hora de carro de Barcelona. Em sua vida privada, Marc dirige um BMW M5 (o troféu de melhor piloto nas qualificações do campeonato do  ano passado), ou ainda melhor, pois é mais prático, uma van branca, sem janelas, com uma oficina totalmente equipada dentro.

Enquanto isso, em casa,  Márquez  dispõe de quartos separados para os troféus, mas de resto tudo o que é como sempre foi: “vivemos, comemos e treinamos juntos”, mas o Mundial  de MotoGP, com seus  enormes motorhomes, as modelos de  longas pernas, os contratos e astúcia de um mundo altamente competitivo, “nós tentamos que isso intervenha  o mínimo possível na vida familiar”. O circuito é realmente o lugar onde tudo isso se torna importante.

“No entanto, há duas coisas que eu mudei”, diz Alex Márquez quando solicitado a falar sobre a carreira. “No começo, eu tive que usar o capacete, luvas e motos de Marc. Nas corridas, papai acompanhava  Marc  enquanto  minha mãe me levava para outra. No fim de semana seguinte a coisa se invertia. Mas já que estamos ambos no mesmo paddock, isso não é mais necessário”.

Desde que ele tinha  11 anos, seu empresário é o ex-piloto Emilio Alzamora,  campeão mundial em 1999 na categoria  125cc. O papel do espanhol de 41 anos  é comparável ao  de Helmut Marko na Fórmula 1.

Provavelmente nem sequer suspeitava que diamante havia conseguido com  o jovem Marc quando eles começaram a trabalhar juntos, em 2004. Bem, o menino tornou-se campeão catalão de enduro  aos oito anos, e aos 15  estreou no Campeonato  Mundial, onde ganhou o título na classe menor aos  17 anos. Mas isso era algo que já tinha sido alcançado antes. Na Moto2, por causa de seus acidentes e lesões, levou dois anos para ganhar um título que já estava previsto; no primeiro ano foi derrotado pelo alemão Stefan Bradl…

No entanto, a equipe Honda queria contratá-lo a todo o custo para a categoria rainha, com a intenção de fazer dele o sucessor do gênio australiano Casey Stoner, que estava se aposentando. Mesmo, se necessário, que tivesse que mudar as regras; Normalmente, os novatos na MotoGP deveriam adquirir experiência nas equipes-satélite antes de se tornar parte de uma equipe oficial.

O chefe de equipe Livio Suppo nunca vai esquecer o primeiro teste de Marc com uma máquina de MotoGP: “Foi em Valência,  choveu no primeiro dia e não podíamos entrar na pista. Alguns já estavam ficando nervosos. Mas quando estávamos indo embora, no segundo dia, Marc sentou na moto e no primeiro setor da pista fez o melhor tempo. Foi mais rápido do que Stoner, Rossi e Pedrosa. Tirei uma foto da parcial vermelha dele na tela, foi algo inacreditável”. Suppo é uma velha raposa e havia dirigido a equipe Ducati, antes da japonesa Honda Racing Corporation incorporá-lo,  a fim de colocar um limite na ousadia do Sr. Rossi e  sua Yamaha.

Mas Suppo  não se impressiona com facilidade: “Os jovens pilotos podem  ser avaliados apenas após a primeira temporada. Ou têm algo especial ou não têm. No entanto que  alguém no primeiro teste ande  mais rápido do que as personalidades de destaque da categoria é inédito neste mundo darwiniano”.

Quando pilotos como Márquez conduzem seus mísseis de 250 cavalos de potência otimizados pela eletrônica, atingem ângulos de inclinação de até 69 graus. Nesses momentos, as imagens da câmera giroscópica de bordo mostram que  eles  tocam  o chão não apenas com os joelhos e cotovelos, mas às vezes com os ombros. Naquele momento, toda a potência  é transferida para o solo através de duas superfícies do tamanho de um cartão de crédito: o par de pneus Bridgestone. A superfície da borracha atinge uma temperatura de mais de 200 graus e os pneus ficam tão quentes que você não pode tocá-los sem usar luvas.

O engenheiro-chefe Klaus Nohles, que anteriormente também fez parte do mundo do motociclismo como piloto, conhece todos os detalhes dos pilotos e pode  tirar algumas conclusões: “Marc tem uma roda dianteira muito estável. O que faz a roda traseira –  em poucas palavras –  não importa para ele. Marc é o único que consegue levantar a roda traseira  com a moto completamente inclinada. Então freia muito forte para entrar nas curvas”. E ainda assim não cai.

Isso não quer dizer que ele nunca acabe no chão, na brita  ou vá  parar fora da pista. “Encontrar o limite faz parte do jogo”, diz Marquez encolhendo os ombros e sorrindo. “Caso contrário, você não vai ser rápido o suficiente. Eu costumava sofrer muitos acidentes. Hoje conheço o limite sem ultrapassá-lo”.

Talvez a sua velocidade se deva ao fato de  que estar acostumado a pilotar com a  ajuda  dos controles  eletrônicos? Livio Suppo não compartilha em nada essa opinião: “Marc é  tão rápido, simplesmente porque pilota  rápido. É o contrário, o sistema eletrônico faz com que  os pilotos menos qualificados tenham uma boa pilotagem aparente e desproporcional”.

Segundo Nohles, o funcionamento da equipe  Repsol Honda é um dos mais estruturados que experimentou em sua carreira: “Eles vêm com uma ideia exata da pista e mudam poucas coisas. Nunca se desesperam”. Isto é principalmente devido à forma tranquila e inteligente de fazer as coisas de  Santi Hernández, chefe técnico de  Márquez. Esse espanhol que vive em Londres é o homem barbado jovem que sempre parece muito feliz na imagem de fundo nas vitórias de Marc e diz coisas como: “Com Marc é muito fácil se trabalhar… Ele sempre diz exatamente o que  quer fazer e, em seguida, vai mais rápido do que tínhamos calculado. É incrivelmente honesto; quando comete um erro e cai, vem para o Box e  pede desculpas”.

“Ele assimila as decepções em um curto espaço de tempo e, em seguida, irradia essa incrível alegria que possui e que todos nós temos em nossa família”, de acordo com o seu irmão Alex. Suppo diz: “Casey Stoner também foi um menino prodígio na motocicleta, no entanto, ambos têm um caráter completamente diferente. Marc Márquez aparece na porta com um sorriso e parece muito feliz por estar aqui. Isso contagia toda a equipe. Por isso, agradeço todos os dias. Não há ninguém que não goste de trabalhar com ele. Marc nos torna a todos mais jovens”.

Também é incrível a confiança que ele  tem em si mesmo. No ano passado tinha que terminar pelo menos em terceiro lugar na última corrida da temporada,  na frente de 100.000 fãs enlouquecidos no circuito de Valência, na Espanha, para ter a certeza de ser o mais jovem campeão mundial da história. Antes de largar, Marc tocou seu ombro do seu chefe de equipe e disse calmamente: “Fique tranquilo, eu vou terminar  terceiro ainda que me amarrem uma mão nas costas”. E assim aconteceu: Primeiro, Jorge Lorenzo; segundo, Dani Pedrosa e atrás deles, com segurança e com toda a glória, Marc Márquez.

Mesmo com seu companheiro de equipe, Pedrosa, no papel de  primeiro concorrente, agora se dá  bem, se entendem muito bem, riem  e até mesmo saem  para comer juntos.  Algo em outros esportes é definitivamente inconcebível. A chave para isso  é o respeito mútuo, alimentado pelo fato de que os dois  pertencem a um esporte de alto risco, onde você tem que confiar um no outro quando pilota a 350 Km / h, lutando roda a roda, e não existe  nenhum monocoque de carbono para protegê-lo se algo der errado.

Embora isso nem sempre tenha sido  assim. Na última temporada, os dois lutaram arduamente entre si para estra na frente e por um curto período de tempo reinou  um ambiente um pouco pesado. Agora isso é algo que não se percebe. As coisas foram resolvidas falando de homem para homem. Suppo: “Tenho um grande respeito pela forma como ambos resolveram a situação”.

Dani Pedrosa se manteve durante uma década em busca do topo da MotoGP. Junto com Valentino Rossi é o piloto mais experiente da  categoria. A opinião de seu colega: “Marc não é  só rápido, é também muito difícil de ultrapassar. Ele sempre freia extremamente inclinado nas entradas de curva e, assim, ocupa um grande espaço e faz com que o lado exterior se torne absolutamente impossível. A única maneira de passar é do lado de dentro da curva, mas então você tem que ser capaz de virar ainda mais rápido”.   Stefan Bradl concorda: “Estamos todos  tentando ganhar dele, mas ninguém encontrou a fórmula”.

Talvez se trate dos treinamentos em pista de terra, onde costuma correr com motos que derrapam. Novamente Nohles: “Marc aperfeiçoou o estilo de frenagem utilizando perna estendida. Apóia a perna no asfalto, enquanto a moto parece dançar fora do controle e serpenteia. Se você olhar de perto você pode ver que ele pilota de uma forma muito solta e deixa que  a moto encontre sua linha ideal  sem se apegar firmemente a ela, como fazem outros pilotos. Parece que Marc tem mais confiança na capacidade da sua máquina”.

Para piorar a situação, além de seu brilho habitual, Márquez tem aqueles momentos mágicos onde aparentemente do nada, quase como nos jogos de azar, se impõe a algum piloto à vista de outros, situação que,  acima de tudo, é desmoralizante. Como quando em um circuito Yamaha, aqueles com curvas  abertas e rápidas, faz a pole position folgada à frente de três Yamahas, uma Ducati e só  depois as outras Hondas. A explicação? Um sorriso em seu rosto.

Para cada pole position no grid, os pilotos recebem de presente um relógio, fornecido pelo patrocinador. O primeiro foi de Marc. O segundo ele deu a seu pai. Em seguida, os membros da equipe  se revezaram  para receber o presente.  Santi, o líder da equipe,  tem quatro destes espécimes valiosos. Usa sempre o último  que ganhou. Os outros vão para sua casa, em Londres, onde o está capacete autografado do título mundial no ano passado. “Um dia”, diz Santi, “um dia eu vou olhar para trás e não serei capaz de acreditar ter sido parte disso e ter trabalhado com Marc Márquez”.

Quem pode pará-lo se mesmo seus rivais  não acham  que  têm potencial para fazê-lo? Suppo, seu chefe de equipe, sabe: “Ter uma breve carreira de sucesso é uma coisa, ter anos duradouros de sucesso é algo completamente diferente. Marc tem o potencial para ser mais bem sucedido do que Valentino Rossi.

E que, provavelmente,  só poderia impedir isso  uma bela brasileira por quem ele se apaixone  e o sequestre, levando-o para uma ilha deserta e escondida, bem longe de tudo”…

Fonte: Werner Jessner para Red Bulletin Magazine

Marc nos torna mais jovens – e mais felizes…

Opinião MM: Grandes declarações sobre MM93. Entre todas, escolho a de Livio Suppo, quando fala “Marc nos torna mais jovens”.  Não só sua equipe, família e amigos, mas todos nós, os milhares que comparecem aos estádios e as centenas de milhões de pessoas que o acompanham pela TV. O entusiasmo, o alto astral, contagia, se irradia pelo planeta, uma espécie de eco ao que fazia Valentino Rossi em seus melhores tempos. Rossi continua ali, mas não é mais o centro do sistema solar do motociclismo esportivo. O astro-rei agora é Márquez.

Com sua beleza natural, a nossa Giselle poderia convencer MM93 a se naturalizar brasileiro…

Pelo menos até que uma bela brasileira o sequestre…

Fausto Macieira

 

 

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