“O tríplice império da MotoGP” – de Nacho González para swinxygp.com…

Até a chuva desencadear  a loucura em Motorland, a temporada 2014 de MotoGP só tinha visto duas bandeiras no pódio: a espanhola e a italiana. Em Aragón, Cal Crutchlow, acrescentou a britânica,  atestando o que já é um segredo de polichinelo: Atualmente, apenas três países  têm lugar entre as três posições de honra na MotoGP.

Já ficaram  muito para trás os tempos que a categoria rainha via as bandeiras de países tão diversos como Brasil, França e San Marino; e que a presença de estandartes norte-americanos, japoneses ou australianos era comum. Hoje, é mais fácil imaginar um pódio com três bandeiras  iguais do que com três bandeiras diferentes, o que em 2014 ainda não aconteceu.

Em cinco das oito primeiras temporadas de MotoGP, bandeiras de até seis diferentes países estavam representadas no pódio da MotoGP, que  nunca tinha experimentado uma temporada com apenas três. Estivemos perto no ano passado, mas o alemão Stefan Bradl evitou isso com o segundo lugar em Laguna Seca.

Até este ano, quatro era o número mínimo de bandeiras representadas na mesma temporada. Salvo alguma carambolada  milagrosa, neste 2014 vamos  ficar com três. Mais preocupante ainda, olhando para frente, e mais especificamente para o grid de 2015, parece inimaginável um  pódio para um piloto que não seja   espanhol, italiano ou inglês.

Já nesta temporada estas três nacionalidades representam uma maioria esmagadora no grid, uma desigualdade que é cada vez maior entre as motos da classe Fábrica; que, Espargaró à parte, são as que estão competindo pelo pódio.

Das  12 motos Fábrica  que participaram este ano da MotoGP,  cinco são ocupadas por espanhóis, três por  italianos e duas por  britânicos. O mencionado Bradl e Yonny Hernández da Colômbia são as únicas exceções.

Em 2015 essa diferença vai aumentar ainda mais. Embora haverá mais quatro motos Factory (total de 16), e mesmo não sabendo ainda quem será o  companheiro de Álvaro Bautista na Aprilia , apenas um piloto –  Yonny-  foge a esta regra.

Ou seja, de 10 de 12 motos de Fábrica os três países terão 15 de 16 ano que vem.

Espanha e Itália são oficiais

A chegada da Suzuki e da Aprilia aumenta de seis para dez o número de pilotos oficiais; mas de novo não sabendo quem leva a segunda  vaga na Aprilia- só dois países têm acesso a eles: Espanha e Itália.

Duas marcas japonesas terão duplas formadas totalmente por pilotos espanhóis: Honda ( Dani Pedrosa e Marc Márquez ) e Suzuki ( Espargaró e Maverick Viñales ); enquanto a Itália está bem, com a Ducati oficial pilotada por Andrea Dovizioso e Andrea Iannone.

A Yamaha vai continuar com a sua dupla ítalo-espanhola de Valentino Rossi e Jorge Lorenzo; algo que também pode  acontecer em Aprilia, onde o italiano Michele Pirro parece ser o favorito para acompanhar Bautista.

Satélite britânico

O renascimento do motociclismo britânico é um fato; e embora nenhum de seus pilotos tenham  uma moto de fábrica, vai significar metade dos times satélites.

Apesar de diferentes equipes, Cal Crutchlow e Scott Redding estarão na Honda,  enquanto Bradley Smith vai seguir mais um ano na Yamaha Tech 3.  Indo mais longe, um outro piloto britânico,  Jonathan Rea, esteve muito perto de uma vaga na MotoGP, mas preferiu ficar no WSBK em 2015,  onde seu domínio é notório.

Compartilhando a garagem com Smith está  o espanhol Espargaró , enquanto o italiano Danilo Petrucci vai alinhar pela  equipe Pramac Ducati. Ao lado dele, a  exceção: Yonny Hernandez.

O mundo está aberto na classe Aberta

Além do colombiano, as oportunidades para o resto do mundo estão abertos apenas no universo Open, onde ainda há vários lugares a serem preenchidos.

A estranha e sobretudo controversa subida do  inexperiente Jack Miller para permitir que a Austrália mantenha por mais um ano a sua presença  na categoria rainha, após a transição de  Bryan Staring e Broc Parkes nos dois anos pós Casey Stoner. Miller vai pilotar uma  Honda Aberta, da qual se espera um grande desempenho, mas dificilmente será o suficiente para aspirar o pódio. Algo que poderia ser estendido para Nicky Hayden, que sem  Colin Edwards será o único bastião de resistência ‘ianque’ na primeira divisão.

Stefan Bradl terá a mesma Yamaha Aberta com a qual  Aleix subiu ao pódio em Motorland, mas é difícil pensar em repetir  tal sucesso em 2015. Também não há muita esperança para a República Checa, embora Karel Abraham continue  a ter um lugar no grid.

Se, finalmente forem confirmados Eugene Laverty (já foi, na Aspar), Loris Baz e Xavier Simeon irão  dar cor à categoria, com suas bandeiras (Irlanda, França e Bélgica), mas não vai ser fácil de vê-las desfraldadas depois do término  das corridas.

Com  toda a honestidade, devemos reconhecer que se está trabalhando para reverter essa situação, no próprio campeonato, com categorias como a Red Bull Rookies Cup e Copa da Ásia de Talentos; ou dos próprios países, como o exemplo de Wayne Rainey na América. não esquecendo que a grande promessa do mundo de motociclismo chamado Fabio Quartararo  tem um passaporte francês.

Mas por mais que outras pessoas trabalhem para combater o tríplice império da MotoGP,  Espanha, Itália e Grã-Bretanha,  estes três países não deixam de perpetuar um oligopólio preocupante que tem animado três países, mas que faz o Campeonato de MotoGP  cada vez menos Mundial.

Fonte: Nacho Gonzalez para swinxygp.com

Escolinha de pilotagem – na Espanha…

Opinião MM: Preocupante sim; mas resultado das políticas de incentivo ao motociclismo esportivo praticadas nesses países.  Tradição é bom mas não sustenta, como vimos recentemente com o nosso vergonhoso desempenho na Copa do Mundo. Pensávamos que éramos o País do Futebol. Não somos mais, por incapacidade e falta de foco de dirigentes e dos próprios atletas.

Barros e Schwantz no pódio em Jarama, 1993, 1ª vitória de Barros e 2ª de um brasileiro no Mundial de Motovelocidade…

Saudades da nossa bandeira, do nosso hino, das festas regadas a champanhe dos bons tempos de Alex Barros. Nossa chance de pódio no momento e para o futuro do presente é o ítalo-brasileiro Morbidelli, que tem rondado o pódio e tem potencial para chegar lá em breve. Competência e determinação não lhe faltam.

Quando vencer,  apesar do lado direito do cérebro verde-amarelo, Morbidelli vai ouvir o hino italiano…

Mas independente do Franco, e falando francamente…

Braaaaaaap!

Acelera Brasil!!!

 

 

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