Paixão por duas rodas é exposta em 'museu' com motos dos anos 70 e 80

Fernanda Soares

Do G1 Região Serrana

 

Gallery 275, museu de motocicletas em Petrópolis (Foto: Fernanda Soares/G1)Todas funcionam, mas ficam sem combustível para não danificar o motor (Foto: Fernanda Soares/G1)

A paixão por motocicletas é compartilhada por milhões de brasileiros, a exemplo do restaurador que há 27 anos iniciou sua coleção em Petrópolis, na Região Serrana do Rio. O acervo tem 110 motos antigas que foram restauradas e agora ficam expostas numa espécie de museu, onde o aficionado mora com a família. O amante do vento no rosto é destaque neste domingo (27), Dia do Motociclista, que homenageia os mais de 18,5 milhões de brasileiros que utilizam o veículo como meio de transporte no Brasil, segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito, o Denatran.

Gallery 275, museu de motocicletas em Petrópolis (Foto: Fernanda Soares/G1)Da janela de casa ele contempla suas relíquias
(Foto: Fernanda Soares/G1)

Um museu no galpão
É no galpão de 600 m² que 110 motocicletas fazem parte da “paisagem” do casal Guaraci de Oliveira e Silva, de 47 anos, e Flavia Troyack, de 32 anos, pais de Helena, de apenas sete meses. Da janela de casa, montada na parte de cima da Gallery 275, como é chamado o espaço, eles apreciam a coleção que começou a ser reunida há quase três décadas.

“Comprei a primeira moto com a intenção de restaurá-la em 1987. Hoje tenho quase todos os modelos lançados nos anos de 1970 e 80 por fabricantes japonesas. Acredito que faltam cerca de 10, apenas”, afirma o colecionador, que trabalha no setor de logística de uma empresa e divide o tempo livre entre a família e os restauros.

Gallery 275, museu de motocicletas em Petrópolis (Foto: Fernanda Soares/G1)Guaraci e Helena, de sete meses, na moto mais rara do acervo (Foto: Fernanda Soares/G1)

A mais rara, segundo o próprio colecionador, é uma Kawasaki ano 1971, que integra o acervo há cinco anos. “Não tenho conhecimento de que exista outra moto desta no Brasil”, diz ele, que levou um ano e meio para restaurar o que considera uma relíquia. O custo da compra, na época, foi de R$ 2 mil, mas hoje seu valor gira em torno de R$ 20 mil, como calcula Guaraci. O tempo médio para o processo de recuperação dos veículos é de seis meses e o gasto com peças e serviços – alguns precisam ser terceirizados, como pintura e cromagem – é de R$ 5 mil. Um dos últimos modelos adquiridos foi uma Honda CJ 250 ano 1977. “São poucas no Brasil”, garante o colecionador, que pagou R$ 1.500 e calcula que terá um gasto de R$ 8 mil para colocá-la nova.

O restaurador trabalha na recuperação de uma CT 90 ano 1968 (Foto: Fernanda Soares/G1)O restaurador trabalha na recuperação de uma
CT 90 ano 1968 (Foto: Fernanda Soares/G1)

O colecionador não sabe quanto já gastou na “brincadeira”, mas tem certeza de que, além da satisfação pessoal, está está fazendo um bom investimento. “Não conheço nenhum lugar parecido com este no Brasil e eu pesquiso muito, tenho muitos contatos. Acho que apenas grandes fabricantes, o que restringe os modelos expostos, mantêm acervos assim”, ressalta ele. A Gallery 275 fica aberta a visitação aos sábados, das 9h às 18h, e a entrada custa R$ 10. Grupos grandes precisam fazer agendamento pelo telefone (24) 2235-8512.

História que começou na infância e não tem data para terminar

Gallery 275, museu de motocicletas em Petrópolis (Foto: Fernanda Soares/G1)Organização e mania de perfeição são marcas do colecionador (Foto: Fernanda Soares/G1)

A intenção é chegar a um acervo de 150 motos, mas a esposa, Flavia, não acredita em satisfação.

“Ele nunca vai parar. Nem mesmo quando viajamos ele esquece dessa paixão. Em 2006 fomos para o Sul e passamos três dias dentro de uma loja separando peças”, recorda ela, que estimula o marido. Ele justifica: “a pessoa tinha peças originais guardadas da década de 70!”.

A primeira moto do 'museu' foi comprada em 1987 (Foto: Fernanda Soares/G1)A primeira moto do ‘museu’ foi comprada em 1987
(Foto: Fernanda Soares/G1)

A organização é a marca de Guaraci. Não há bagunça, nem sujeira, na oficina onde ele faz os restauros (para o próprio acervo e por encomenda) e o colecionador mantém um espaço reservado apenas para as peças, que também são compradas e guardadas.

“Usei uma peça que comprei há seis anos para um trabalho que estou fazendo agora. Eu teria dificuldade para conseguir, mas já tinha à disposição”, diz ele, que tem os manuais de todas os veículos expostos na Gallery 275. As motocicletas ficam separadas por marca e em ordem crescente de cilindradas.

O sabor de andar sobre duas rodas é sentido por Guaraci desde os 12 anos, quando ganhou um ciclomotor. Aos 13 já pilotava a moto do pai, que era também companheiro de restauro. Mais tarde, concluiu o curso de mecânica de moto.

“A que estou restaurando é sempre a mais querida”, brinca ele, que hoje, por conta da filha pequena, já não tem a motocicleta como meio de locomoção. A família anda de carro, mas a Teneré 250 está na garagem, sempre à disposição.

Gallery 275, museu de motocicletas em Petrópolis (Foto: Fernanda Soares/G1)Acervo é separado por marcas e ordem crescente de cilindradas (Foto: Fernanda Soares/G1)

Motociclista contempla a vida em cima de duas rodas
Mas ao contrário de Guaraci, alguns amantes das duas rodas fazem questão de estar em cima delas. É o caso de Carlos Chambarelli, de 60 anos, que fundou o Absolutely Nothing Moto Grupo, em Petrópolis. O grupo, formado por seis casais, é o único da Região Serrana filiado a Associação Brasileira de Motociclistas, a Abram, que possui 110 associados. “Andar de moto é uma paixão, é o momento em que não há preocupação com absolutamente nada, como o próprio nome do grupo diz”, explica ele, que também começou cedo, e aos 14 anos já pilotava.

A única preocupação de Carlos é com a vida. O motociclista perdeu um filho de 18 anos em um acidente em Itaipava, distrito de Petrópolis, o que não abalou sua paixão pelas duas rodas. “Não foi um caso de imprudência, foi uma fatalidade. Acidentes podem acontecer e cabe a todos fazer de tudo para evitá-los”, diz ele, acrescentando: “não gosto de velocidade. Minha moto anda a 200 quilômetros por hora, mas eu respeito os limites de velocidade. Minha adrenalina é simplesmente o vento no rosto”.

O motociclista lembra que a prudência deve andar sempre na garupa para desacelerar o número de acidentes no trânsito. Foram 181 atendimentos envolvendo motocicletas, somente no primeiro semestre deste ano. O registro é do Hospital Santa Teresa, que recebe os casos mais graves encaminhados pelo Corpo de Bombeiros em Petrópolis. No ano passado, foram 364 quedas, atropelamentos ou colisões envolvendo motocicletas, enquanto em 2012 o hospital recebeu 396 feridos decorrentes deste tipo de acidente.

 

 

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