Partilha de circuitos prejudica a MotoGP

Os responsáveis da Fórmula 1 podem ter mil e uma ideias para melhorar o espetáculo na categoria em pista, mas se o seu objetivo for alinhá-lo com o espetáculo proporcionado pelo MotoGP, bem podem “tirar o cavalinho da chuva” porque vai ser sempre mais fácil às motos poderem rodar muito juntas, o que não acontece com os carros.

Basta perceber que onde “cabem” quatro motos, “cabe” um Fórmula 1 em pista e isto é algo que nunca poderá ser mitigado pela F1. Contudo, a “caravana” do MotoGP está a ser “afetada” pela F1. Os  homens do MotoGP estão ficando preocupados com os circuitos que partilham com a Fórmula 1, pois nas corridas de motos que se realizam depois da passagem por lá dos Fórmula 1 os pilotos queixam-se de imensas vibrações, inclusivamente em reta, e a razão é simples: O incremento aerodinâmico que sofreram este ano os F1 está a fazer com que “rasguem” o asfalto e os corredores das motos é que estão sofrendo.

Esta situação não se nota em competições de mais baixo nível, mas no MotoGP as queixas têm sido mais do que muitas. Se o reasfaltamento parcial da pista em Silverstone foi bom para os homens do MotoGP, há outros casos muito complicados. Segundo Cal Crutchlow: “Com o downforce destes novos Fórmula 1, Spielberg foi uma anedota. Não imaginam! Mesmo em reta a moto vibrava muito e saltava. E tudo foi muito pior do que o ano passado, e nas curvas em que o appex fica na parte mais alta (off-camber) é muito mau. Tudo isto significa que o asfalto está a ser danificado pelos F1.

 

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