ROYAL ENFIELD: NOVO GESTOR CONFIRMA NOVAS MOTOS EM 2020

ROYAL ENFIELD: NOVO GESTOR CONFIRMA NOVAS MOTOS EM 2020

Nosso mercado pode até não estar crescendo de forma vigorosa como gostaríamos, mas ele é sem dúvida um dos mais promissores do mundo – se não for o mais promissor. A mais recente marca fabricante de motocicletas a perceber isso foi a indiana Royal Enfield (a marca é inglesa e a fabricação é na Índia), que chegou por aqui em 2017, mas segue em ritmo lento, ainda sem ousadia para ganhar espaço no mercado brasileiro, apesar de anunciar planos de crescimento com novas motos e abertura de novas lojas.

Agora a empresa dá mais um passo, mas trata-se apenas da mudança do comando da operação no Brasil, que passa para as mãos de Rod Copes, que está à frente da subsidiária norte-americana desde 2014 e agora assume a gestão por aqui. A mudança tem a ver com o desejo de crescimento no Brasil, que é fundamental para fazer a marca crescer também em outros mercados importantes na região, como Argentina e Colômbia. E a primeira ação do novo gestor é a confirmação da chegada de duas novas motocicletas em 2020.

Novas Royal Enfield: Interceptor e Continental GT

Serão duas motos clássicas – Interceptor 650 e Continental GT 650 – que vão compartilhar a mesma mecânica e chassi. O novo motor terá dois cilindros paralelos (Twin) e que vai oferecer mais de 70 cv de potência e cerca de 5 kgf.m de torque. As duas motos vão complementar a linha e serão o degrau superior para os consumidores que gostam das motos clássicas da marca, Bullet 500 e Classic 500, já disponíveis por aqui desde o início da importação em 2017.

Continental GT 650: chassi e motor novos

Continental GT 650: chassi e motor novos

Interceptor 650: mais de 70 cv de potência

Interceptor 650: mais de 70 cv de potência
O novo executivo confirma também os planos de expansão da marca no Brasil, para tentar abocanhar expressiva parcela dos segmentos de motocicletas de média cilindrada no estilo clássico, representado por modelos entre 250 e 750 cilindradas – inclusive elétricas, que a marca chama de “moto-purismo”. Para alcançar esse resultado, a empresa precisa começar a montar suas motocicletas por aqui, a exemplo do que fazem todas as outras marcas. Sobre isso, a empresa informa que ainda estuda a possibilidade e poderá montar operação própria ou firmar uma parceria com um fabricante local, como é o caso da Dafra, que monta as motos da KTM.Contudo, enquanto a Royal Enfield seguir como importadora, seguramente o volume de venda não crescerá muito além do que hoje acontece, algo em torno de 90 motos em média todos os meses. No primeiro semestre de 2019, a marca emplacou 291 unidades dos modelos clássicos e 258 da Himalayan, o que ainda é pouco para quem fala em expansão de negócios no mercado brasileiro.

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