A scooter retrô Vespa passa a ser comercializada no Brasil

A rainha das Scooters. Esse é o cartão de visita da italiana Vespa, que a partir da próxima segunda-feira passa a ser comercializada no Brasil. A operação será realizada pela fabricante Piaggio, representada no país pela Asset Becley e um grupo de investidores, que apostam todas as fichas no segmento. A última vez que a lambreta foi vendida oficialmente por aqui foi na década de 80, em uma parceria com a Caloi, que montava veículos.

A expectativa são as melhores possíveis, pois mesmo com o fim do ano se aproximando, eles esperam vender cerca de duas mil motos até dezembro. Vale ressaltar que nesse primeiro momento, as reservas serão realizadas através da página oficial do marca na internet.(www.vespabrasil.com.br). Para o próximo ano a meta é colocar 12 mil Vespas nas ruas.

Os seguintes modelos chegarão nesse primeiro momento: Primavera com motorização de 125 ou 150 cilindradas, Sprint 150, GTS 300 e 946 Emporio Armani 150, uma série para marcar a parceria com a famosa grife. Mas, uma edição especial de mil unidades numeradas, que traz um grafismo exclusivo foi projetada para a chegada ao país.

As motocicletas Vespa, que carregam todo o DNA italiano serão vendidas em boutiques. É assim que são chamados os pontos de vendas da marca. Os espaços oferecem um novo conceito para receber os clientes. As duas primeiras unidades serão inauguradas nos próximos dias em São Paulo, nos shoppings JK, na zona sul da capital, e Iguatemi em Campinas. Neste ano, serão 8 lojas.

Pernambuco está entre os estados cogitados para receber a marca, mas isso só deverá acontecer em 2018. Uma fábrica para a montagem dos modelos também está nos planos. Ainda não está definido, mas poderá ser instalada em Manaus.

Por enquanto, para ser mais exato, até o próximo dia nove, segue a expectativa em relação aos preços. Faltou sim essa informação. Na verdade a diretoria executiva se limitou a dizer que terá um valor competitivo com os modelos de scooters que o mercado oferece. Façam suas apostas.

Histórico no Brasil

A relação da Vespa com o Brasil vem de longa data, quase tão longa quanto a própria marca italiana. Fundada em 1946, a lambretinha chegou ao país na década seguinte como parte de um processo de
internacionalização, quando chegou pela responsabilidade da carioca Panauto. Os scooters M3 e M4 saíam da fábrica de Santa Cruz de 1958 a 1964, sempre com o motor 2 tempos de 1 cilindro refrigerado a ar que entregava 150 cc.

A volta ocorreu durante a instalação da indústria nacional de motocicletas, quando a Barra Forte passou a montar a Vespa na Zona Franca de Manaus a partir de 1974. A motoneta Ciao 50 e o scooter na
versão 150 foram as responsáveis por essa fase que ocorreu durante 10 anos, até o momento da sociedade fundada junto com a Caloi e Piaggio que formaram a Motovespa.

Para a nova fase de crescimento da marca no Brasil foi escolhido o icônico modelo PX. Com design mais moderno, vincos e formas retangulares, um conjunto óptico onde se destacavam os piscas na cor âmbar e o motor de 198cc com ignição eletrônica. A Vespa PX 200E foi a responsável por manter a tradição dos modelos anteriores através do câmbio de quatro marchas com engates pelo giro da manopla esquerda e
na traseira com tampas laterais abauladas para abrigarem de um lado o estepe e do outro o motor 2 tempos.

O sucesso em 1986 fez a scooter se aproximar da vice-liderança da Yamaha em alguns meses o que animou aos fabricantes a expandir a linha no ano seguinte que contou com três versões: Elestar, GT e S.
Porém, as conquistas de 1986 nunca se repetiu, a partir de então as vendas despencaram fazendo a produção parar em 1990. Algumas lojas ainda venderam o estoque de unidades zero quilômetro até 1991, mas a montadora só retornou ao Brasil como importada, até agora

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