Triumph aposta na aptidão off-road da Tiger 800 XCx

As marcas de motocicleta que atuam nos segmentos mais luxuosos oferecem lá fora uma enorme gama de modelos, que vão desde retrô até streets, passando por esportivas, superesportivas, funbikes, maxtrails etc. No Brasil, os consumidores parecem ser atingidos por um “efeito manada”, que acaba refletindo-se no line up nas lojas. Atualmente, as ofertas se afunilam, cada vez mais, nas maxitrails. E não é difícil entender o interesse. Basta encarar as desniveladas ruas do país para perceber a atração que essas motos exercem.

O exemplo da Triumph é emblemático. Nos mercados europeus e norte-amaricano, a fabricante inglesa é famosa pelas motocicletas clássicas, hoje aglutinadas na família Bonneville. No Brasil, no entanto, a marca subsiste pela força da linha Tiger 800, que ganhou uma enorme injeção de tecnologia na mais recente renovação, há cerca de dois anos, com ABS e controle de tração de série. A marca aproveitou a ocasião para começar a expandir a gama, hoje com cinco versões: três da XR, mais urbanas, e duas da XC, mais aptas ao off-road.

Como a aposta da marca é na tecnologia, a maior diferenciação teve de ser feita na roupagem. A XR tem rodas de liga e é mais despida, enquanto a XC é mais bem preparada para a aventura, com rodas raiadas, amortecedores WP e protetores de radiador, de cárter, de mãos e de motor – o que acrescenta 5 kg ao modelo e R$ 3.000 ao preço, que vão a 196 kg e R$ 46.990.

Já a XCx traz de série ABS, controle de tração com três níveis de intervenção, controle de velocidade de cruzeiro, piscas com auto-cancelamento e computador de bordo. Em relação à top XCa, a XCx custa R$ 4.510 a menos e abre mão de pequenos confortos, como aquecedor de acento e manete, faróis de neblina em LED e suporte para bauletos laterais de alumínio, entre outros. Ou seja: a XCx tem um bom custo-benefício na linha.

A parte mecânica da Tiger 800 é uma só. O motor é um três cilindros em linha com injeção e acelerador eletrônicos, arrefecimento líquido e exatos 800,8 cm³. Ele rende 95 cv a 9.250 rpm e 8,06 kfgm de torque a 7.850 giros e é gerenciado por uma caixa de seis velocidades, e a transmissão é por corrente. O chassi é em treliça tubular tipo diamon, e a suspensão é WP, invertida na frente e monochoque atrás, com 220 e 215 mm de curso, respectivamente. Os freios são Nissin, com ABS comutável.

A melhor aptidão da Tiger XC às trilhas dá alguma vantagem em relação às rivais diretas, já que nas outras características ela fica no meio-termo. Ela é menos potente que a Yamaha MT-09 Tracer, de 115 cv, mas supera os 85 cv da BMW F 800 GS. Em relação ao preço, ela sai por R$ 1.000 a mais que as duas competidoras.

Mercado

Em 2013, o segmento de maxitrails detinha 0,82% do mercado total, ou cerca de 16% do mercado de luxo. De lá para cá, esses números só cresceram. Nos cinco primeiros meses de 2017, a participação chegou a 1,39% do mercado, ou quase 30% dos segmentos chamados premium. Nas fileiras da Triumph, a força da Tiger é ainda mais flagrante. Desde 2013, a linha Tiger 800 representa cerca de 45% de todas as vendas. E nos cinco primeiros meses de 2017, essa participação chegou a 47,9%.

FICHA TÉCNICA

Motor: A gasolina, 0,8 L, tricilíndrico, com 12 válvulas e refrigeração líquida.

Potência máxima: 95 cv a 9.250 rpm.

Torque máximo: 8,06 kgfm a 7.850 rpm.

Câmbio: Manual de seis marchas com transmissão por corrente.

 

 

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