TRIUMPH COLOCA CLÁSSICAS NA PRIORIDADE PARA CRESCER

Dentre as quatro marcas de motocicletas que venderam mais no mercado brasileiro em 2017 em relação a 2016, a Triumph foi a que menos cresceu. Foram 3.919 motocicletas comercializadas, número que representou 0,56% de aumento, enquanto o mercado total caiu cerca de 13%, de acordo com os números de vendas divulgados pela Fenabrave, Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos.

Como os executivos da setor de motocicletas apontam recuperação do mercado de motocicletas em 2018, a Triumph projeta atingir um volume de 4.250 unidades vendidas em 2018, uma alta de 8,4% sobre 2017 que, se alcançado, será o segundo melhor resultado da marca no País desde a sua chegada em 2012. O melhor resultado da marca inglesa foi em 2014, com 4.600 motos vendidas no Brasil.

Para sustentar este nível de crescimento, o diretor geral da Triumph no Brasil, Waldyr Ferreira, enfatiza as principais ações que a empresa planeja para 2018. “A começar pela renovação da parceria com Henrique Fogaça, embaixador da marca no Brasil, vamos trabalhar para manter a liderança no mercado nacional de motos bigtrail até 800 cc com o lançamento da nova Tiger 800, pretendemos ampliar a participação da nossa linha de motos clássicas nas vendas totais e promover fortemente o Triumph Riding Experience (TRX)”, falou Waldyr durante conversa com jornalistas.

Sobre o segmento de bigtrail até 800 cc, liderado pela linha Triumph Tiger, Waldyr explicou: “O segmento atingiu um volume de 4.400 motocicletas em 2017, crescendo cerca de 5% sobre o total comercializado em 2016 e neste ano a expectativa é que chegue a 4.700 motos, uma alta em torno de 6%. Desse total, queremos manter os mesmo 44% de 2017, o que vai representar cerca de 2.000 unidades em 2018, sobretudo porque estaremos com a nova Tiger 800”, explicou.

Dois fatores podem frustrar as previsões do executivo da Triumph: a nova Tiger 800 só chegará às concessionárias no final de junho e o plano considera que a BMW, com a F 800 GS vai permanecer estacionada e feliz com a perda da liderança entre as bigtrail até 800 cc. No embalo do sucesso da Tiger 800, Waldyr destacou ainda o bom desempenho da marca no Brasil. “Ocupamos a 7ª posição entre todas as subsidiárias da marca no mundo, perdendo para Itália (9.400 motos por ano), Alemanha e Áustria (7.900), França (6.500), Estados Unidos (5.900), Espanha (5.600) e Reino Unido (5.500)” .

Clássicas Triumph na prioridade

No onda das motos clássicas, a qual surfa a Royal Enfield, outra marca inglesa que chegou ano passado e ainda mantém operação tímida por aqui, a Triumph também que aproveitar a onda e surfar, só que com uma “prancha maior”. Em 2017 foram 760 motos clássicas da Triumph comercializadas no mercado nacional – inclui Bonneville, Street Twin, Scrambler, Bobber e Thruxton, o que representou uma participação de 19% das vendas da marca. A Street Twin, com 241 unidades, foi a mais vendida e a meta é saltar para cerca de 1.000 motos clássicas em 2018 no Brasil, o que representará uma participação de 23,5% sobre o total de vendas da fabricante inglesa no País em 2018.

“Ainda estamos longe de igualar os índices mundiais da Triumph com motos clássicas, que gira em torno de 45%, mas se alcançarmos este número estaremos num bom caminho”, prevê Waldyr Ferreira. Nos últimos dois anos a Triumph lançou modelos clássicos novos além da tradicional Bonneville e a marca é, sem dúvida, o principal player do segmento. Confirma a estratégia a chegada em maio deste ano da nova Bonneville T100 Blackapresentada no Salão Duas Rodas do ano passado.

“Temos qualidade, muita tradição e uma grande variedade de modelos para diferentes estilos de pilotagem e com isso queremos ser referência no segmento de motocicletas clássicas no mercado brasileiro. Enquanto algumas marcas estão criando novos modelos com visual retrô, a Triumph usa sua própria história de quase 116 anos para resgatar não só o visual retrô, mas para incorporar tecnologia de última geração nas motos clássicas”, conta com orgulho o executivo.

Outra iniciativa da Triumph para seguir crescendo no Brasil é a parceira com o chef Henrique Fogaça, do restaurante Sal Gastronomia e dos bares Cão Véio e Admiral’s Place, que acabou de ser renovada  e Fogaça continuará sendo o Embaixador da Triumph no Brasil. “Nosso objetivo não era vender mais motos, mas sim dar mais notoriedade para a Triumph no Brasil e esta meta foi plenamente alcançada”, explica Waldyr, destacando que outros países, como a Inglaterra, já adotam estratégia semelhante, em parcerias com celebridades locais com um perfil identificado com o estilo e perfil da fabricante.

O Triumph Riding Experience (TRX), programa de relacionamento da marca com os seus clientes, que alcançou quase 4.000 pessoas em 2017, terá neste ano a abertura de novos roteiros internacionais de viagens. Um deles será pelo Reino Unido, partindo de Londres, passando pela fábrica da Triumph, em Hinckley, e também pelo País de Gales, Irlanda e Ilha de Man. Outro será pela pela África do Sul e Namíbia, cruzando desertos e reservas naturais, com foco principal na pilotagem off-road.

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