Vendas de motos por CDC recuperam espaço

A participação do Crédito Direto ao Consumidor (CDC) nas vendas de motos aumentou em quatro pontos porcentuais desde novembro de 2016 e respondeu neste primeiro trimestre por 38,2% das vendas do setor. Em movimento oposto, os consórcios recuaram de 34,5% para 30,6% no mesmo período.

A inversão dos números indicaria uma tendência de alta no segmento, já que o CDC foi a modalidade que elevou as vendas do setor para quase 2 milhões de unidades em 2011. “É exatamente esta a leitura que fazemos. Embora estes três primeiros meses de 2017 sejam um período curto, isso já nos dá um novo ânimo”, diz Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, entidade que reúne os fabricantes de motocicletas. O CDC também supre a necessidade imediata pelo veículo, nem sempre possível por quem opta pelo consórcio. A alta indica ainda que os bancos estão dispostos a financiar.

Recentemente, a Abraciclo e a Caixa Econômica Federal anunciaram um acordo de cooperação comercial para financiamento de motocicletas (veja aqui) que deve ajudar nesse crescimento do CDC: “Com o anúncio da Caixa, outros bancos tradição em financiamento de motos devem tomar medidas para atrair esse cliente também”, recorda Fermanian.

O executivo não descarta o uso de dinheiro das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para compra de motos. “Sabemos que o principal destino desse dinheiro será o pagamento de dívidas. E isso pode levar o consumidor a entrar em um novo financiamento”, diz o presidente da Abraciclo.

Na história recente, porém, o consórcio ganhou destaque no setor de motos. Foi assim nos anos de 2009 e 2010. E de 2012 para cá a modalidade avançou pouco a pouco sobre o CDC até superá-lo em 2015.

MÉDIA DIÁRIA TAMBÉM ANIMA ABRACICLO

Depois de janeiro e fevereiro de 2017 registrarem médias diárias inferiores a 3,2 mil motos emplacadas, março chegou a 3,6 mil unidades/dia, número semelhante àquele anotado em dezembro (3,67 mil), tradicionalmente bom por causa do 13º salário. “Acreditamos em médias próximas a 3,6 mil até setembro e ligeira melhora nos meses finais. É assim que chegaremos às 890 mil unidades até o fim do ano”, estima Fermanian.

 

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