26ª EDIÇÃO RALLY DOS SERTÕES – 2018

Nosso amigo Herbert Costa esteve na abertura oficial da 26ª EDIÇÃO RALLY DOS SERTÕES – 2018 e nos enviou as fotos para compartilhar com todos os amantes dessa corrida.

O RALLY QUE ENTROU PARA HISTÓRIA!

Poeira, lama, calor de derreter os miolos ou frio úmido, nas madrugadas, estradas de asfalto e terra, picadas na mata, desfiladeiros e planícies. Atravessar grandes cidades e pequenos vilarejos, em contato com povos hospitaleiros e de uma simplicidade emocionante. Tudo isso faz parte do Rally dos Sertões.

Além de brava competição, o evento é também uma grande lição. Competidores de todas as partes do mundo se deparam com uma realidade desconhecida e com paisagens jamais vistas. Quanto maior a dificuldade, maior o prazer em vencê-la. Assim são os competidores e o povo sertanejo.

O contraste entre o cenário e os personagens é grande. Basta imaginar a passagem de máquinas possantes, velozes e de alta tecnologia envolvida, por caminhos onde, muitas vezes, nem sequer ainda trafegam carros de boi.

Realidades que se misturam de um jeito muito forte e marcante. Os corredores, cobertos de poeira e cheios de garra, emocionam-se com a corrida em si, mas também com a acolhida que recebem. E aprendem muito a respeito do sertanejo que, como dizia o escritor Euclides da Cunha, “é, antes de tudo, um forte”.

Assim se traduz o Rally dos Sertões: Emoção, velocidade, adrenalina, superação, lição de vida e cidadania.

 

 

Quando tudo começou…

1991 – Começa a história do Rally dos Sertões com a realização do Rally São Francisco, que cruzou o país partindo de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, para chegar até as praias de Maceió/AL. O evento foi aberto exclusivamente para motos. Infelizmente, esse rali não teve sequência no ano seguinte.

1993 – Foi organizada a primeira edição do que conhecemos como Rally dos Sertões, com largada em Campos do Jordão/SP e chegada em Natal/RN. Os 34 pilotos inscritos na única categoria (motos) percorreram 3.500 quilômetros.

1994 – Natal/RN, continuou sendo o destino final e os bons comentários da prova anterior fizeram com que os primeiros pilotos estrangeiros encarassem o Sertões, iniciando a fase internacional do evento. O percurso total foi de 4.500 km, sempre margeando o rio São Francisco, e contou com 44 inscritos.

1995 – Os resultados positivos dos outros anos deram ao 3º Rally Internacional dos Sertões a condição de grande evento e, em especial, a homologação junto à FIM (Federação Internacional de Motociclismo). A confirmação veio através da participação de estrelas do motociclismo mundial, como Edi Orioli, da Itália, vencedor do Dakar, e os espanhóis Fernando Gil e Jordi Arcarons. Arilo de Alencar Jr., da Revista 4×4 & Cia, juntou-se à organização e propôs a entrada dos carros, como disputa experimental. Oito veículos encararam o primeiro Sertões 4×4, ampliando o leque de possibilidades da prova. O rali partiu do sul de Minas Gerais e terminou em Natal/RN.

1996 – O rali passou para a direção e produção da Dunas Race, empresa exclusivamente focada na prova, e contou com a entrada direta de entidades oficiais como a CBM (Confederação Brasileira de Motociclismo) e a CNR (Comissão Nacional de Rally), responsáveis pela vistoria técnica do regulamento, checagem de equipamento e apurações. Os 73 participantes duelaram de São Paulo/SP até Fortaleza/CE, percorrendo mais de 4 mil quilômetros em 10 dias de disputas. O Sertões já era reconhecido como um dos dez maiores ralis do mundo.

1997 – A Dunas Race começou a incrementar o 5º Rally dos Sertões e, graças ao novo perfil do evento, comandado pelo empresário Marcos Ermírio de Moraes e a produtora Simone Palladino, a iniciativa privada e a mídia passaram a se interessar. Os organizadores, por sua vez, colaboraram com um trabalho de divulgação nacional, convidando os principais veículos de comunicação a participarem. Algumas montadoras começaram a apoiar oficialmente o evento, como Mitsubishi, Land Rover, Suzuki, Kia e Subaru, que ofereceram materiais e equipes de apoio. A competição partiu de Mairiporã/SP e terminou em Natal/RN, após 4.500 km percorridos.

1998 a 2000 – O Rally Internacional dos Sertões só cresceu, recebeu novos patrocinadores, contabilizou números cada vez maiores de competidores. Em 1999, foi criada a categoria Caminhões, dentre outros fatores que consolidaram a disputa para o novo milênio.

2001 – Ocorreu a estreia dos “Canastras”, equipe que realiza a Ação Ambiental com a coleta de todo o lixo deixado pelos participantes. A Ação Social também foi novidade, levando auxílio à população das cidades do roteiro, que neste ano largou de São Paulo e chegou em Fortaleza/CE.

2002 – O Rally dos Sertões alcançou a décima edição. Desta vez, a festa da largada foi em Goiânia/GO e chegou novamente em Fortaleza/CE.

2003 – A cidade de Goiânia/GO voltou a sediar a largada do Rally dos Sertões, devido à sua calorosa recepção no ano anterior e, depois de 3.825 quilômetros percorridos, o evento chegou em São Luis/MA pela primeira vez.

2004 – O evento foi observado por um comissário da FIM (Federação Internacional de Motociclismo) vindo da Europa especialmente para participar da competição. Ele analisou a organização do evento para depois homologálo e, então, fazer parte do calendário Mundial no ano seguinte. Neste ano a categoria Regularidade teve sua estreia, com 30 duplas inscritas. Outra novidade foi a abertura do evento em Goiânia, onde o show da banda Cidade Negra atraiu cerca de 15 mil pessoas para a Largada Promocional.

2005 – A 13ª edição inovou e abandonou a linha reta rumo ao litoral nordestino para realizar um circuito que partiu e retornou a Goiânia/GO. A prova foi marcada pela extrema dificuldade encontrada nas especiais, onde 161 veículos competiram em mais de 4 mil km. A Largada Promocional contou com cerca de 20 mil pessoas que assistiram a apresentação de todas as equipes competidoras e curtiram um show da banda Jota Quest.

2006 – A preocupação da organização com a visibilidade dos Patrocinadores só aumentou nos últimos anos, e para garantir bons resultados, mais uma vez a Largada Promocional contou com show musical, agora da banda Skank, que atraiu 20mil pessoas. A presença de competidores estrangeiros também aumentou, e a vitória do francês Cyril Despres na categoria Motos deu força à divulgação internacional.

2007 – Comemoração Histórica: 15 anos de Rally dos Sertões e mais 20 mil pessoas na Largada Promocional. Uma prova com quase 5 mil quilômetros que passou pelos diversos tipos de terrenos encontrados no sertão brasileiro. O rali bateu recorde de competidores estrangeiros, atingindo a marca de 27 inscritos entre motos, carros, caminhões e quadriciclos. Pelo terceiro ano consecutivo, a prova fez parte do calendário do Campeonato Mundial para as motos, consagrando-se como a segunda maior prova off-road do mundo (em extensão e número de competidores).

2008 – A 16ª edição do evento apresentou uma novidade para a Largada Promocional: Super Prime noturno. Um espetáculo de velocidade em circuito fechado para a primeira tomada de tempo da competição. Nesta edição, 253 inscritos, com 40 competidores estrangeiros de 14 países. Foram 4.734 km percorridos entre Goiânia/GO e Natal/RN. Além disso, o evento sediou uma das etapas da Copa do Mundo FIA para carros e caminhões.

2009 – Superação. Esta é a palavra que melhor define a 17ª edição do Rally Internacional dos Sertões. A começar pelo Super Prime em Goiânia com público recorde de 25 mil pessoas. Este foi o roteiro mais difícil e técnico de todas as edições, realizado em um ano de crise econômica mundial. Ainda assim, o evento reuniu 190 competidores para percorrer 5.045 quilômetros, de Goiânia/GO a Natal/RN, em dez dias. Uma equipe com mais de cinco mil pessoas trabalharam diretamente no evento. Entre elas, 1.700 formaram a caravana que passou por todas as cidades-dormitório.

2010 – A maior aventura brasileira sobre rodas chegou à maioridade. São 18 anos de crescimento contínuo com sucesso nacional e internacional. Em 2010, o Rally dos Sertões apresentou números de gente grande: 4.486 quilômetros de percurso (95% inédito) com 52,7% de trecho cronometrado, de Goiânia/GO a Fortaleza/CE. Ao todo, 12 países estavam representados no rali, que teve a “competitividade” como palavra-chave.

2011 – A 19ª edição marcou época no off road. Largou de Goiânia/GO e chegou em Caucaia/CE, com um público de 30 mil pessoas na arena do Super Prime e 20 toneladas de alimentos arrecadados. 195 competidores, entre eles 8 mulheres, e 9 nacionalidades diferentes percorrendo 4.041km, sendo 90% de trecho inédito. Foram 10 dias de competição, 11 cidades dormitórios em cinco estados diferentes.

2012 – Festejando os 20 anos de Rally dos Sertões, a caravana se uniu a comemoração dos 400 anos da cidade de São Luis/MA e largou para 4.951km de aventura até Fortaleza/CE. No Super Prime, a capacidade total da arena foi atingida: 15 mil pessoas puderam ver de perto o que o canal SporTV transmitiu ao vivo para o país inteiro. O Sertões contou com a presença de 207 competidores divididos entre 132 veículos e 53 equipes. Representantes de seis países aceleraram pelas trilhas, que cortaram cinco estados brasileiros, 11 cidades-dormitório em dez dias de competição.

2013 – Na 21ª edição do maior rali brasileiro, a caravana com mais de duas mil pessoas voltou a largar (e chegar) em Goiânia (GO) depois de rodar mais de 4 mil quilômetros, passando por Goiás e Tocantins. Com novo formato de Super Prime, o público pode acompanhar de perto os saltos e disputas acirradas no circuito fechado. Ao todo, largaram 175 competidores (8 mulheres) para o Sertões, divididos em 46 motos, 15 quadris, 46 carros, 2 caminhões e 8 UTVs. Um total de 117 veículos. O evento de 2013 marcou a volta da competição para a temporada do Mundial de Rally Cross Country FIM para motos e quadris, sendo a única etapa com peso dobrado.

2014 – Na 22ª edição do maior rali brasileiro, a caravana com mais de 2 mil pessoas partiu de Goiânia (GO) com destino a Belo Horizonte (MG), atravessando quase 3 mil quilômetros entre os dois estados. Nesta edição um novo formato permitiu que o Sertões largasse e chegasse em finais de semana, facilitando a presença do público no evento. Ao todo, largaram 204 competidores (4 mulheres) para o Sertões, divididos em 40 motos, 17 quadris, 45 carros, 4 caminhões e 22 UTVs. Um total de 128 veículos.

2015 – A organização do Rally dos Sertões inovou mais uma vez na 23ª edição da prova. A largada foi em Goiânia (GO) e a chegada, pela primeira vez na história, em Foz do Iguaçu, no Paraná. O percurso totalizou 2.855 quilômetros. A caravana foi composta por 116 veículos (40 carros, 39 motos, 30 UTVs e sete quadriciclos).

2016 – A 24ª edição do Rally dos Sertões foi uma das mais desafiadoras da história. Os competidores enfrentaram 3.212 quilômetros entre Goiânia (GO) e Palmas (TO), sendo 74% do percurso de trechos cronometrados (especiais). Além disso, as três últimas etapas foram realizadas no desafiador Jalapão.

2017 – A 25ª. edição do Rally dos Sertões foi especial, tanto pelo marco de 1/4 de século como também pelo roteiro inédito de uma das maiores provas off-road do planeta. A largada foi realizada no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, e a chegada na paradisíaca cidade de Bonito, no Mato Grosso do Sul.

A competição consagrou Jean Azevedo como o maior vencedor da história em uma mesma categoria, com sete títulos nas Motos. Na categoria Carros, Cristian Baumgart e Beco Andreotti faturaram o bicampeonato, enquanto Bruno Varela e João Arena levaram título inédito nos UTVs. Diogo Zonato garantiu nos quadriciclos. Na categoria Regularidade, Fernando Possetti e Cristina Possetti venceram na Máster; João Eduardo Guerra e Márcia Guerra ganharam na Graduados e Sandra Dias e Maurício Gonçalves subiram no lugar mais alto do pódio na Turismo.

 

 

 

 

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Agradecemos ao Herbert por ceder as fotos para uso e parabenizamos pela viagem e pelos belos clicks.

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