CAPACETE, porque se reluta em usar? (Parte I)

O aumento da frota de motocicletas trouxe uma consequência trágica para as ruas do país, o crescimento dos acidentes e mortes envolvendo motociclistas. “O capacete é o equipamento para condutores e passageiros de motocicletas e similares que, quando utilizado corretamente, minimiza os efeitos causados por impacto contra a cabeça do usuário em um eventual acidente”.

Estudos efetuados para avaliar a eficácia do uso de capacetes, demonstraram que, o seu uso pode prevenir cerca de 69% dos traumatismos cranioencefálicos e 65% dos traumatismos da face. O capacete protege o usuário desde que utilizado corretamente, ou seja, afivelado, com todos os seus acessórios e complementos. “É importante verificar se o capacete apresenta o selo do INMETRO, pois esta é a garantia de que este capacete foi testado de acordo com as normas estabelecidas por um organismo de certificação competente”

Antes de mais nada, não escolha seu capacete só pelo valor baixo da etiqueta. Além do preço, leve em consideração o conforto e a resistência, sempre procurando o selo do INMETRO, que serve para provar que o equipamento passou por testes de segurança e impacto.

Em seguida, avalie suas necessidades. Existe um tipo específico de capacete para cada situação.

Se você leu até aqui, deve estar se perguntando, se está afivelado e tem selo do INMETRO, então estou seguro? A resposta é “NÃO”.

Não se surpreenda com a minha resposta, é verdade, pesquisando na internet verá capacetes de várias marcas e modelos e quase todos certificados, vamos falar só dos certificados, porque os não certificados, não merecem ser analisados.

Todo capacete irá te proteger, mas para uma adequada proteção terá que analisar todo o contexto, piloto e motocicleta que você utiliza, cilindrada, peso da motocicleta, peso do piloto/garupa e a velocidade que costuma trafegar.

 

Vamos falar dos tipos de capacetes:
Para o uso urbano, há três tipos de capacetes: o integral (totalmente fechado), o aberto, que deixa rosto e queixo expostos, e o escamoteável (articulado).
É claro que o integral é mais seguro, pois oferece maior proteção, tanto em caso de uma queda, quanto das adversidades das vias, como insetos ou pedras lançadas por outros veículos. O aberto é mais confortável nos dias quentes do verão, pois deixa o rosto exposto ao vento, mas é obrigatório ter viseira (assim como os outros) ou ser usado com óculos de proteção próprios para motocicletas. Os modelos escamoteáveis, ou articulados, unem a segurança do capacete integral, com a sensação de liberdade do capacete aberto. Porém, em caso de um impacto forte, a “queixeira” não oferece o mesmo nível de proteção do modelo fechado.

 

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Capacetes integrais conferem maior segurança ao motociclista.

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Os capacetes em geral são construídos, basicamente, em dois tipos de material: plástico injetado ou composto de fibras sintéticas. Os cascos construídos em plástico são mais baratos, mas oferecem menos proteção ao motociclista. A característica do material faz com que o capacete bata no chão repetidas vezes – como uma bola quicando – o que é conhecido como efeito-mola, absorvendo menos o impacto. Já os capacetes feitos em fibras sintéticas (fibra de vidro, de carbono, kevlar, etc), além de serem fabricados em menor escala, oferecem maior capacidade de absorção de impacto, já que o material consegue se reconstituir mais rapidamente do que o plástico.

 

 

Uma pilotagem esportiva por exemplo, exige um capacete leve, confiável e com cinta de duplo anel.

 

Para a utilização esportiva ou de lazer, tanto nos circuitos asfaltados, quanto nas pistas de terra, recomenda-se o uso de capacetes mais leves, normalmente feitos em fibras, geralmente de carbono ou vidro, e que tenham finalidade “Racing”. Esses modelos são normalmente mais caros, mas oferecem segurança em condições extremas. Para o uso on-road, há modelos “racing” do tipo integral e para o uso off-road, existem capacetes projetados especialmente para este tipo de esporte. São equipamentos com uma “aba” frontal, que protege contra pedras e outras adversidades. Esses capacetes também podem ou não ter viseira, portanto os pilotos utilizam um óculos exclusivo para esta finalidade, caso utilizem os modelos sem vizeiras, mas oferecem maior espaço da boca do piloto à queixeira para facilitar a ventilação e respiração.

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** Na próxima matéria veremos cada tipo e como escolher um capacete adequando custo x benefício para cada tipo de piloto/garupa e pilotagem.

 

Até lá !!

Seu amigo, MOTOCA !!

 

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