Livro escrito pelo americano Paul d’Orléans lança luz à complicada história da arte popular americana em torno da motocicleta

POR ALEXANDRA DINTER

A cena é um clássico do cinema. La Contenta Bar. Uma placa pintada à mão promete “liquors, beer and wines”. Sob a torrente de palavras em espanhol do vendedor, dois rapazes testam a mercadoria que lhes é oferecida em meio a um ferro-velho. Guardam o pó branco na bateria de suas motos e, pouco depois, fecham um lucrativo negócio na rota de uma barulhenta pista de aviões. Começa a música. O som da guitarra faz reviver um espírito que o filme consegue carregar em seus 95 minutos de duração e também em sua longa história de sucesso, desde a estreia em Cannes, em 1969, até hoje. Jaquetas de couro e botas. Ruas vazias e empoeiradas. Drogas. Notas de dólar sendo inseridas no tanque de uma máquina peculiar com pintura chamativa. Um relógio de pulso – símbolo do mundo conformado – indo parar no lixo e os dois rebeldes com cabelos ao vento, dirigindo suas motos ao som de Born to be wild, hino da banda Steppenwolf, rumo ao horizonte.

Fonte: http://revistatrip.uol.com.br

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