Motociclistas de Londrina viajam para o Alasca

Sete pessoas, quatro motos e um destino: Alasca. Parece loucura, mas essa é a viagem mais aguardada por uma grupo londrinense de expedição. A turma deixou a cidade no último sábado (7) com destino a Prudhoe Bay, no Alasca. Em aproximadamente quatro meses de viagem, o grupo irá rodar quase 50 mil quilômetros de rodovia, passando por cidades como Los Angeles, San Francisco, Vancouver, entre outras.

O grupo de expedição já completa cinco anos, mas faz apenas três anos que Paulo Cintra, fundador do grupo, tentar realizar a tão esperada viagem. “Está é uma tentativa de três anos atrás, a primeira vez não deu certo por problemas de saúde de alguns integrantes”, comenta. Mas isso não foi motivo para desistir da ideia e hoje, o grupo está inteiramente preparado para partir. “Há um ano, o grupo fez a primeira reunião para definir se iriamos ou não. Depois disso, fizemos mais alguns encontros e começamos com o planejamento. Corremos atrás da documentação, como passaporte, visto dos países, autorização para entrarmos, documentação de veículos e vacinas também.”

A rodovia Pan-Americana, conhecida por ser uma das maiores do mundo, do extremo Sul ao extremo Norte, será a “casa” dos motociclista, mas Cintra relata que tudo foi pesquisado antes para não perderem a rota. “Estamos indo com GPS configurado igual, para ninguém se perder. Além disso toda a quilometragem já foi calculada, pois fora a viagem, tem os passeios que queremos fazer, então isso entra no planejamento, pois queremos fazer uma viagem mais confortável”, explica.

Cintra ainda comenta que, apesar de ter feito outras viagens, o Alasca é um dos destinos mais aguardados pelos motociclistas. “Já fizemos outras viagens, como o Deserto de Atacama, Uruguai, Argentina, e nacionais também, diversos lugares. E agora vamos de Londrina até Prudhoe Bay, no Alasca, dois meses para ir e mais dois para voltar. E essa com certeza vai ser uma viagem para ficar na memória, pois estamos indo para apreciar tudo o que Deus criou para nós.”

Um dos principais desafios será o clima. “A moto não tem o conforto igual de um carro, e também existe a diferença de clima, no mesmo dia você pega 35°C graus e de repente pega – 0°C graus.”

A ideia do Alasca é uma vontade compartilhada por todo grupo. Juntar a paixão de viajar com motos foi o que uniu todos para essa expedição. Roberto Teixeira, uns dos integrantes do grupo, comenta que as dificuldades são grandes, mas vale a pena encarar. “A minha paixão por moto vem de infância. Com 14 anos tive minha primeira moto e desde então, sempre gostei dessa parte de viajar de moto, as paisagens. É uma experiência bem diferente. Claro que vamos tentar chegar no nosso destino final, mas fica complicado em relação a acomodação na moto, pois cansa e é diferente de outros veículos’’.

Teixeira comenta sobre a parte logística e necessidade de manutenção do veículo. “Se a moto quebra ou falta gasolina é bem complicado. Se você está perto de uma cidade é mais fácil pois você tem socorro. Agora se você está no meio do nada, é bem mais difícil. Temos que torcer para nada acontecer, mas se acontecer, precisamos ter a capacidade de resolver o problema, de reverter a situação. Levamos reparo de pneu, velas, óleo, filtros, entres outros equipamentos’’, frisa.

O grupo que irá viajar conta com quatro homens e três mulheres, entre casais e pais e filhos. Marcia Teixeira, uma das mulheres participantes da expedição, relata que a paixão por motos foi que motivou a viajar. “Eu e meu marido somos loucos por moto, desde quando nos conhecemos, em 1983. E andar de moto é uma paixão, porque ou você gosta muito de andar de moto ou não, pois é um desafio enorme, pois tem a chuva, a sujeira, o cabelo fica embaraçado, então, tem que gostar da aventura’’, ressalta.

Apesar da viagem ser programa para ser feita por terra até o Alasca, a rodovia tem uma divisa de água para chegar até a América Central. Cintra explica o grupo deverá passar alguns dias dentro de um barco para chegar no destino final. “O nosso último destino na América do Sul é Cartagena, na Colômbia. Lá embarcamos as motos num contêiner que leva um dia para atravessar, enquanto nós vamos num barco de turismo. Leva quatro dias e três noites, passando pelas ilhas caribenhas. Depois chegamos no Panamá, retiramos a moto, e segue a viagem pela América Central’’.

As aventuras do grupo serão relatadas por Marcia no blog e página do Facebook “Flanando sobre história” com fotos e vídeos do caminho durante a expedição.

Thamyres de Lima
Reportagem local
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