Organizadores fazem balanço positivo do XV Encontro Nacional de Motociclistas de Leopoldina

Cerca de 350 motoclubes visitaram a cidade nos dias do Motorock

Nos dias 19, 20 e 21 de abril, Leopoldina sediou o XV Encontro Nacional de Motociclistas, reunindo turistas de várias partes do país e o público local na Praça João XXIII, onde a estrutura montada contou com shows de bandas e DJs, expositores, além do contato com diferentes motocicletas e triciclos vindos de diversas regiões, entre outras atrações. 

Realizado por representantes de três segmentos: comércio, poder público e motoclubes da cidade, o Motorock este ano alcançou os objetivos dos organizadores. É o que revelam em entrevista ao Jornal O Vigilante Online os empresários Víctor Guilherme Pereira Fernandes (Minas Tower) e Almir Bartoli de Noronha (Alltec e Spettos & Cia.), integrantes da Comissão Organizadora do Encontro. 

O principal objetivo era voltar com o evento para a data original”, inicia Victor, mencionando que em 2018 o Encontro foi afastado da data devido a problemas de recursos da prefeitura para sua realização, “recursos que chegaram muito em cima da hora”, esclarece Victor, acrescentando que por esta razão, naquela ocasião o Encontro foi adiado para outra data, pois os organizadores acharam que com aquele prazo não daria pra ser feita a divulgação e um evento bacana como poderia ter sido feito. “Realizamos o evento mais pra frente, e foi péssimo, porque caiu na data do evento de motociclistas da cidade de Tiradentes”, relatou, argumentando que em termos turísticos Leopoldina não teve como competir na mesma modalidade de evento, dentro de Minas, com Tiradentes. 

Contudo, Victor (foto) reconhece que no ano passado o Motorock foi uma data ainda muito feliz pra cidade, porque o público esteve muito presente. “Nós tivemos um grande volume de pessoas na praça em 2018, apesar de não ter sido um volume muito grande de turistas e de motociclistas. Esse ano aconteceu praticamente o inverso. Por ter sido Semana Santa, por ser talvez um momento de reclusão de algumas pessoas ou porque muitos viajam ou vão pro sítio, várias coisas que são feitas, por ser um feriado maior, muita gente consegue parar de trabalhar na quinta-feira e é uma oportunidade única no ano de aproveitar um feriado mais longo, a gente sabia disso”, observa Victor. 

De acordo com o empresário, ao perceberem que a data do Motorock de Leopoldina, o 21 de abril, Dia de Tiradentes, cairia num domingo, decidiram voltar pra ela. “Acho que foi uma escolha acertada, porque para o turismo foi excelente. Nós tivemos muitos turistas na cidade. Tivemos mais de 700 motos em Leopoldina, segundo estimativa dos jornalistas Geraldo Correa e o Roberto Leal, que nós contratamos pra fazerem a cobertura do evento e que são do meio motociclístico. Levando em conta as pessoas que ficaram nos hotéis e também as pessoas que ficaram acampadas lá no CAIC, a gente sabe que estiveram aí em torno de 700 motos na cidade. E o evento de motociclista não atrai só o piloto, ele vem acompanhado. E normalmente vêm caravanas, outros vêm de carro, tem o público local aqui da região que vem de van, que vem de outros meios, por exemplo, o pessoal de Cataguases e Muriaé, que vem de carro e volta na mesma noite”, narrou Victor. 

Durante a entrevista, feita no Hall do Hotel Minas Tower, Victor e Almir destacaram que o evento não se resume a um encontro de motociclistas. “Ele é um festival de música sem igual na região. Talvez o festival de Piacatuba, que está em outro nicho de consumo e de público, se assemelhe, mas o potencial do Encontro Nacional de Motociclistas não tem igual na região. Então foi um evento espetacular e a gente atingiu os objetivos sim”, assegurou Victor. 

Victor, Almir e Flávio (Tecnosom), na condição de integrantes da Comissão Organizadora, participaram também em três etapas junto aos apoiadores e patrocinadores. “Inicialmente, fizemos o papel de prospectar, depois demos o retorno aos apoiadores, parceiros e patrocinadores através do material gráfico do evento e após a realização do Encontro retornamos e colhemos as informações sobre o evento”, detalhou Victor. 

Na avaliação de Almir (foto), não só o comercio da área central, mas também de várias partes da cidade, sentiu os reflexos positivos do festival. Paralelamente, a Feira de Artesanato (Feirinha), também funcionou na Praça e a Feira dos Produtores se transferiu temporariamente para a Praça Félix Martins. 

Perguntados pela reportagem se houve algum ponto negativo durante a programação, Almir e Victor responderam que não, citando apenas algo que poderia ser considerado um menor comparecimento da população local se comparado com anos anteriores. “Mas o número de turistas foi maravilhoso”, realçou Victor. 

“Nós temos a estimativa de que na sexta-feira mais de mil turistas estiveram na cidade e no sábado foram mais de 2.500 turistas”, enfatizou Victor, citando como exemplo o Hotel Minas Tower, que alcançou mais de 90% da sua lotação esgotada: “É um número excelente. Público recorde deste ano, com maior freqüência. Nós conseguimos ter pela primeira vez na sexta-feira, nos últimos dez anos, uma sexta-feira tão forte quanto o sábado em termos de hospedagem. E eu tenho certeza que isso se refletiu nos outros hotéis.” 

Fonte: https://www.ovigilanteonline.com

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