Proteção exclusiva para a cabeça

Há três anos o designer industrial Lucas Sist, 24,decidiu expandir os serviços oferecido em sua oficina de customização e restauração de motos para um novo nicho de mercado: capacetes exclusivos. Sist reforma e personaliza a parte interna do acessório mesclando tecidos, estampas e desenhos de costuras. O designer também inovou na estrutura interna.

Ele começou customizando a pintura, mas tinha a vontade de criar algo exclusivo. “Eu já sabia costurar, então decidi criar moldes de forração e fui aperfeiçoando. Fiz uns oito moldes até chegar ao que queria”, disse.

Foi se inspirando em modelos que via em lojas e feiras de motos e equipamentos. Seus modelos têm mais espaço para a cabeça, são mais abertos e com espaço para as orelhas. O trabalho é artesanal e sob medida para cada cliente.

O motociclista escolhe o tipo de tecido, a cor, a estampa e até o modelo da costura do forro. Sist trabalha com cetim, flanela, camurça, algodão e acetinado. Segundo ele, o cetim é o tecido mais procurado para quem utiliza o capacete diariamente, por ser mais fresco. Mas ele já criou forrações mesclando, por exemplo, acetinado e outro tipo de tecido. A costura mais procurada é a diamante.
“Mostro as amostras de tecido que tenho, mas se ele [cliente] quiser alguma coisa diferente eu compro. Às vezes, eles querem combinar a pintura do capacete com a do tanque da moto e a forração. Cada capacete é diferente do outro”, explicou.

PEÇA ÚNICA
Ele customiza em média de três a quatro capacetes por mês e também faz alguns para levar a pronta-entrega para feiras e eventos de motocicletas. “Para participar os eventos faço uns 20 capacetes, mas não gosto disso. A minha ideia é que eles sejam exclusivos. Peças únicas. Não uma coisa em série”, comentou.

O designer é um dos poucos profissionais que realizam esse tipo de trabalho em Londrina. A maioria dos profissionais está em grandes centros como Curitiba e São Paulo. Um capacete customizado custa a partir de R$ 120.
Por causa da característica exclusiva de suas criações, Sist não pensa em ampliar o negócio em curto prazo. Grande parte da sua clientela chega por meio da oficina e são da região. Mas também já conquistou novos clientes para a oficina, através dos capacetes, contou.

MODELOS 
Os acessórios customizados são capacetes abertos, os chamados Old School. De acordo com o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) regulamenta quadro modelos para motocicletas. O integral (fechado), o misto (queixeira removível), o modular (frente móvel) e o aberto, sem a queixeira (proteção para o queixo). E devem conter na parte detrás o selo com as logos do Inmetro e do OCP (Organismo de Certificação do Produto).

Os capacetes regulamentados têm o seu berço interno protegido com uma camada espessa de isopor, espuma e tecido antialérgico, que permitem maior absorção do impacto, em caso de queda. Os conhecidos como “coquinho” não é regulamentado e não atende à legislação em vigor, que trata as questões de segurança. Caso o condutor da motocicleta esteja usando este tipo de capacete, estará sujeito a multas.

 

 

 

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