Exibição de motos clássicas no DF convida para ‘maior encontro de motociclistas da América Latina’

Nove motos clássicas e raras estão expostas no mezanino da Torre de TV para anunciar a 14ª edição do Brasília Capital Moto Week, que ocorre entre 21 e 30 de julho no Parque de Exposições da Granja do Torto. Enquanto o enveto não começa, até domingo (16), é possível ver de perto as máquinas.

Considerado o maior evento do segmento da América Latina e o terceiro do mundo – atrás apenas dos norte-americanos Daytona e Sturgis – o encontro de motos é organizado pela Secretaria de Turismo em parceria com a Capital Moto Week Entretenimento. O ingresso custa R$ 25 a meia-entrada.

No ano passado, o evento reuniu 665 mil pessoas e 230 mil motos. De acordo com os organizadores, grande parte dos frequentadores fazem parte de “moto clubes” e, apesar de 85% ser do DF, boa parte deles vem de outras cidades e até países.

Já passaram por edições anteriores motociclistas da Irlanda, França, Portugal, Cazaquistão, Estados Unidos, México, Canadá e países vizinhos, da América Latina. O evento começou no estacionamento do Cine Drive-in, no Autódromo, e tomou proporções tamanhas que, ao longo dos anos, se consolidou na Granja do Torto.

Moto Week

Durante os dez dias do encontro de motociclistas, além da variedade de modelos e motores, haverá 48 atrações musicais, como shows das bandas Paralamas do Sucesso, Blitz, Camisa de Vênus, Jota Quest e Scalene. Um passeio motociclístico, considerado a maior atração do Capital Moto Week, convida a percorrer 54 km pela capital no dia 29 de julho.

As crianças também vão poder aproveitar o evento no espaço “Moto kids”, com brinquedos infláveis e pista de kart. Para as mulheres, a tenda “Lady Bike” vai proporcionar um ambiente de confraternização, com lojas, salão de beleza e maquiagem, músicas tocadas por um DJ e preparação de drinks.

“Pode chegar de manhã, se arrumar e ficar pro show”, disse a organizadora Juliana Jacinto durante coletiva de imprensa.

Ainda vai ter show no globo da morte, luta livre, luta medieval e espaços de camping para os motociclistas que desejarem se aventurar a virar as noites no evento. Um deles é aberto ao público – cada um escolhe onde quer ficar, basta levar a barraca. O outro, chamado “Camping Ville”, oferece serviço de segurança 24 horas, banheiros e estacionamento coberto, mas é preciso pagar.

Economia

Para o secretário de Turismo, Jaime Recena, o evento deve gerar cerca de 7 mil empregos diretos e indiretos, além de movimentar R$ 55 milhões na economia do Distrito Federal. A estimativa foi calculada com base em resultados de edições anteriores.

“O objetivo é mostrar a Brasília que vai além da Esplanada, que é a da ocupação dos espaços públicos, do carnaval de rua e do terceiro maior evento de motos do mundo.”

Segundo ele, Brasília precisa de mais eventos como o Capital Moto Week para associar o nome da cidade a fatores positivos. “É possível vir pra cá fazer turismo de lazer. Nossa cidade é única e não pode ser maculada por toda a crise política e financeira.”

Para verificar os impactos no turismo e a receptividade do público ao evento, a secretaria vai aplicar 3 mil questionários de satisfação durante o evento.

Em exibição no mezanino da Torre de TV, está uma Honda CBX 1.050 cilindradas, ano 1979. O modelo é considerado raro e só foi produzido durante três anos. Também tem a Honda CL 360 Scrambler ano 1975, e a Honda Matic 750, de 1976, produzida exclusivamente para o mercado norte-americano.

A italiana Guzzi convert 1.000, de 1976, é outro destaque. A moto, que é automática, ficou marcada por ter sido muito usada pela polícia dos Estados Unidos na época.

A clássica Yamaha Venture Royale, de 1984, também está na exposição. Dos modelos modernos, há duas BMW e duas Ducatti.

%d blogueiros gostam disto: